Desventuras 3 temporada


Alega todo o tempo, você vai sim encontrar bom entretenimento no desfecho desta série de desventuras enfrentadas por crianças.

Perseguidos por seu primeiro tutor, o excêntrico Conde Olaf (Neal Patrick Harris), eles passaram por vários guardiões incapazes de defendê-los. Agora, por conta própria, eles tentam não apenas sobreviver ao vilão, mas desvendar o mistério em torno da morte de seus pais.

A produção da Netflix apresenta cada um deles no seu acertado formato de dois episódios por livro, que fornece o tempo necessário para desenvolver cada história apropriadamente. A exceção é O Fim, que precisou de apenas um capítulo para encerrar a trama.

Desafio é diferente do anterior, uma montanha, um submarino, um hotel... Mas a maneira uniforme com que as histórias são contadas transforma os 25 episódios em uma aventura única e coesa. Um longo filme, episódico é verdade, mas que também tem uma trama principal que se desenvolve ao longo de toda a jornada.

Desta vez quase sem os pontos de cor mais suaves e claros que denotavam momentos de esperança na vida das crianças. Afinal, os trio de irmãos está cada vez mais desesperançado diante de tanta desgraça. Outra constante acertada são as muitas participações especiais, que novamente não enumerarei, já que a surpresa é mais interessante.

Desfechos começam a ser desenhados ainda em Escorregador de Gelo, e a maioria dos mistérios são explicados ao longo dos quatro títulos. O açucareiro, a VFD (CSC, em português), e até questões que não necessariamente tínhamos ciência de estarem abertas são resolvidas, como a participação de Beatrice. A musa para quem Snicket dedica de forma mórbida cada episódio. Os poucos temas deixados em aberto, são propositais e apenas fortalecem à experiência do mundo como uma "desventura", na qual nem tudo é satisfatório.

A caçula dos Baudelaire também começa a abandonar o vocabulário de bebê e descobrir novas vocações antes da aventura terminar. Seus irmãos, já no início da adolescência tem pequenos interesses amorosos, sem que isso tire o foco da trama principal. Já confortáveis em seus papéis, o elenco mirim dá conta do recado, e continua carregando a história ao lado, é claro, de seu arqui-inimigo.

Vão além do desejo pela fortuna das crianças. Curiosamente, é na temporada que mais descobrimos sobre ele, que a produção diminui sua participação, acertando no uso do personagem. Empolgadas com seu excelente intérprete as primeiras temporadas, exageravam no espaço dado a ele, tirando um pouco da força da atuação de Harris. Neste terceiro ano, o vilão precisa dar espaço para outros personagens cujas histórias interferem na trama principal, equilibrando sua participação.

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