Elseworlds


TV a atividade heroica anda a todo vapor. Uma tradição já estabelecida desta bem sucedida empreitada, é o encontro anual de seus personagens em um gigantesco crossover. Entretanto, Elseworlds, o encontro deste ano foi mais contido e menos acertado que os bem sucedidos Invasion! e Crisis on Earth-X.

Acreditam neles, a dupla parte para a Terra 38, na esperança de que Kara (Melissa Benoist), os reconheça. Em Arrow, o trio vai a Gotham procurar quem anda alterando a realidade. E no capítulo de Supergirl é que a batalha propriamente dita acontece.

A medida parece tentar contornar o maior problema dos encontros anteriores, o excesso de personagens. Com tanta gente em cena para administrar, eventualmente alguém desaparecia ou era deixado de escanteio, até que o roteiro precisasse de suas habilidade. A medida melhorou o vai-e-vem de personagens, mas não solucionou o problema completamente. Caitlin (Danielle Panabaker) e Cisco (Carlos Valdes) ganharam mais relevância, mas Iris (Candice Patton) e Felicity foram relegadas ao pobre papel de meros interesses amorosos dos heróis. O caso da Hacker é ainda mais grave, já que ela sempre teve maior relevância nos encontros anteriores.

Dupla visita o "Arrowverse" pela primeira vez, com direito a referências à série Smallville. O fã service agradou à audiência, assim como a química entre o casal. Particularmente, eu não gosto desta versão do Superman, e consequentemente sua parceira, mas isso é assunto para outro post.

Gotham desde que seu primo mais famoso desapareceu. Qualquer semelhança com a série da garota de aço não é mera coincidência. De fato, a interação entre as duas é a única coisa realmente interessante nesta primeira aparição.

Mantém a aventura coesa como se fosse um único filme. Ignorando os títulos e créditos, as diferenças entre os episódios são notadas na já mencionada mudança do elenco de apoio. Mas principalmente na atmosfera de cada uma delas, o episódio The Flash é bem humorado e repleto de piadinhas. A noite chega para contar a parte do episódio de Arrow, mais sombrio e realista. Quando Supergirl chega o que prevalece é o positivismo, e a profusão de altruísmo em cena.

Smallville, e uma ou outra passagem acertada, como aquela que aponta que Diggle (David Ramsey) é um Lanterna Verde em outra Terra, a maioria das referências não tem função na trama. É uma profusão de piadinhas e informações gratuitas, que pode incomodar alguns e levar outros à loucura. É realmente uma questão de gosto e tolerância.

Simples por todos gostarem dele, ou por seus poderes terem sido adquiridos quase que magicamente. Já Barry descobre que a força do amigo vem da raiva e traumas que este enfrentou. É claro, nesse meio tempo, a dupla aproveita para brincar e espezinhar um ao outro, como bons amigos fazem. Isso, deixa a Supergirl como mera administradora dos conflitos entre os dois. O que não seria um problema tão grande, considerando que na hora que a coisa complica ela é a mais poderosa do trio, e por isso teoricamente indispensável.

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