Filme Bumblebee


Aventuras, tão fiel quanto qualquer pet? Este é Bumblebee. É claro, o autobot amarelo mais querido da franquia Transformes, tem sua própria agenda em seu filme solo. Mas a luta para salvar Cibertron é apenas pano de fundo para a amizade entre homem garota e seu carro robô.

Machucado e desmemoriado após a batalha, ele se refugia na forma de um fusca, e encontrado e consertado por Charlie (Hailee Steinfeld). A adolescente acaba de completar dezoito anos, se encontra perdida desde a morte do pai. A amizade vai mudar a vida da dupla e salvar o futuro dos autobots.

Vê neste spin-off a possibilidade de renovação, resgate de fãs e conquista de um novo público. Como realizar tal tarefa? Indo completamente na contra mão dos seus "primos" anteriores. Esta aventura, é mais simples, contida e menos pretensiosa que qualquer outro longa dos robôs alienígenas.

Fusca, e nos arcos individuais destes, o filme acerta na construção de empatia com o público. Charlie é uma garota independente, que entende de mecânica e não tenta atender às convenções sociais, além de ser a primeira protagonista feminina na franquia, após 5 longas metragens. Sem memória, e com mais expressão que em suas encarnações anteriores, "Bee", é quase como uma criança descobrindo e se adaptando a este novo mundo.

Acrescente aqui, o interesse amoroso Memo (Jorge Lendeborg Jr.) e são essas as melhores sequencias da produção.Evocando de clássicos oitentistas de Spielberg e John Hughes, onde a amizade era o foco da produção.

Uma bem feita reconstrução da época através de figurinos, objetos e cabelos situa a história. Mas é a fotografia dourada, e com cores desgastadas que traz o tom nostálgico, que ainda recebe um reforço da trilha sonora repleta de clássicos da época.

Mas, aqui com um bônus de estarem em menor número e envolvidos em uma batalha menor. O diretor Travis Knight (Kubo e as Cordas Mágicas), tem larga experiência com animação em stop-motion, e isto lhe dá uma vantagem sobre Michael Bay, diretor dos longas anteriores, na criação das cenas de ação. Em outras palavras, as batalhas são bem coreografadas e filmadas, e finalmente podemos compreender o que está acontecendo. Aspecto que também é beneficiado pelo escopo mais contido do longa. Com menos personagens em cena, e lutas que não envolvem dezenas de locações ao redor do mundo é possível dar mais atenção aos detalhes, e entregar um produto melhor estruturado para o espectador.

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