Filme Venom


Depende de determinadas relações graças à sua natureza parasita. As únicas coisas que realmente justificariam a existência desta aventura, seriam um roteiro realmente bom e uma nova abordagem do personagem, tanto no visual como em sua construção. Vale lembrar que Venom já apareceu nas telonas em Homem-Aranha 3 de 2007. Ou seja, esperávamos algo novo e bem feito, que justificasse sua existência.

Ele é demitido quando ultrapassa os limites durante sua entrevista com Carlton Drake (Riz Ahmed), criador da Fundação Vida, que investe em missões espaciais para salvar a humanidade. Seis meses mais tarde, ainda sem emprego, namorada ou perspectivas, o repórter é procurado Dra. Dora Skirth (Jenny Slate), confirmando suas suspeitas sobre os métodos de Drake, que a esta altura está usando humanos como cobaias em testes com alienígenas.

Tempo, se assemelhando mais às produções do gênero - sim, adaptações de quadrinhos já são um gênero - do início dos anos 2000, do que das produções atuais, tanto na estrutura quanto no visual. A trama é bem simples, o protorganista está na pior, passa por um evento que lhe concede habilidades e precisa aprender a lidar com elas à tempo de vencer o perigo maior ao final do longa. A diferença aqui, é que as tais habilidades, vem com uma personalidade junto.

Suas personalidades não funcionam bem juntas, resultando apenas em momentos de estranheza ou cômicos, alguns deles bem forçados. Sozinhas suas características também não conquistam a emparia do espectador. O jornalista bombado, que arruma "altas confusões", e simplesmente desiste de limpar seu nome nos tempos atuais quando qualquer um pode ter seu próprio veículo online, não convence. Já o simbionte muda de objetivos e modus operante quando convém ao roteiro. Onde vai parar a fome desenfreada, e o sentimento de superioridade em relação aos humanos quando a luta principal se aproxima?

Perfeita, e que mesmo assim, o ajuste de suas "vidas juntos" é lento e doloroso. Mas quando preciso, os alienígenas saltam de um humano a outro sem período de adaptação, ou sequela para nenhum dos envolvidos. Em alguns momentos a "possessão" alienígena tem ares de terror, em outros a situação é cômica.

Ele quer salvar o mundo com aqueles conhecidos conceitos errados e radicais. Mas não consegue evitar cair no cliché de vilão megalomaníaco. Situação agravada quando este perde seus objetivos assim que se associa com o vilão alienígena. Riot, é o tradicional líder de dominação extraterrestre, e apenas isso.

Precisando conversar com seu agente sobre só escala-lá como "esposa de alguém), que está ali apenas para seguir a fórmula, que existe uma moça prefeita a ser almejada. Dr. Dora Skirth (Jenny Slate), é uma representação feminina melhor trabalhada, mesmo com seu pouco tempo de tela.

O filme entrega cenas de ação que funcionam, mas não surpreendem. Os poderes de Venom, são interessantes inicialmente, mas logo que a curiosidade passa estes se mostram repetitivos. Suas cenas de luta tem certo urgência, quando o alienígena combate os frágeis humanos. Entretanto, quando chega a luta principal entre os simbiontes, a coisa vira um emaranhado de CGI fluido, incompreensível, sem peso algum. Ao menos, grandes lutas finais com excesso de computação gráfica ainda são um problema nas produções atuais.

Entretenimento escapista com Venom - mas uma produção que já nasceu datada e esquecível. Não duvido que quinze anos atrás, este filme fosse um sucesso surpreendente. Agora é apenas mais do mesmo. 

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