Homem Aranha no Aranhaverso


Alguns, pode parecer exagero a chegada de um novo amigão da vizinhança na tela grande. Surpreendentemente, Homem-Aranha no Aranhaverso, traz sim algo de novo que justifique a existência não apenas de mais uma, mas de várias versões do herói.

Adorado pelo povo. Admirador do herói, ele acaba vestindo o manto do teioso, após ser picado por uma aranha radioativa e presenciar a morte de Peter Parker (Chris Pine). Além de eliminar o herói, plano do Rei do Crime (Liev Schreiber), causa um cataclisma entre dimensões paralelas, e acaba trazendo várias versões do cabeça de teia para o mundo de Morales.

Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage), o Porco-Aranha (John Mulaney) e Peni Parker (Kimiko Glenn), de apenas 9 anos que além de poderes aracnídeos tem também um robô, se unem à Miles para consertar a bagunça e ajudá-lo a aprender o "ofício". Todos com sua devida apresentação simples, porém eficiente, mesmo para aqueles não conhecem as muitas versões do personagem, ou não está familiarizado com o conceito de multiversos.

Peni tem traços de anime, Porco-Aranha tem humor e visual no estilo Looney Tunes, estas e outras diferenças são acertadamente usadas em prol da narrativa, e principalmente do humor. A parceria forçada e estranhamento pelo novo mundo, criam situações tanto tensas, quanto engraçadas naturalmente. Há também espaço para pitadas de comédia pastelão, geralmente com o suíno-aracnídeo, e referencias. Muitas referencias! Especialmente relacionadas à trilogia de Sam Raimi, mas também do universo "super-heróico" como um todo.

Stan Lee, merece atenção especial pelo tom poético que carrega. Não apenas por ser a primeira participação pós-mortem (é provável que ele ainda apareça em Capitã Marvel, e Vingadores: Ultimato), mas também por sua função mas significativa que as meras aparições anteriores.

Nesta animação o tema se mantém como, seja pela morte de Peter Parker na vida de Miles, seja pelas perdas pessoais das outras "pessoas-aranha" em cena, ou mesmo por perdas menos literais, como a perda da inocência, ou de um rumo na vida. São estes dilemas que conferem peso à aventura, que apesar de bem humorada não tem receio de momentos mais sérios e dramáticos.

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