Luke Cage 2 temporada


Humorado Luke à uma confiante Misty Knight em um dos episódios da segunda temporada de Luke Cage. O grandalhão que me perdoe, mas a detetive está certa, Cage não parece dono do próprio show nesta segunda incursão na Netflix. Isso porque, o herói deixa seus vilões e coadjuvantes roubarem a cena. E suas próprias sequencias parecem só ganhar peso e gerar interesse quando este está acompanhado.

Complica com a chegada de John McIver (Mustafa Shakir), o vilão Bushmaster vem executar seu violento plano de vingança. Quem também continua a complicar a vida do protagonista é Mariah (Alfre Woodard), que "herdou o bairro" de seu primo e vilão anterior Cornell. Já a ajuda vem da detetive Misty (Simone Missick), que além determinada a pegar os bandidos, ainda precisa se adaptar a sua nova condição, ela perdeu um braço em um confronto em Defensores.

Mais devagar da trama, era proposital, enfatizava o relacionamento entre os personagens e defendia um estilo próprio. Nesta segunda aventura do Poderoso, o ritmo é apenas arrastado mesmo, intercalando uma ou outra cena mais frenética, com rodeios para alongar a trama para preencher todos os treze episódios.

Manter o carisma do personagem apesar disso. Luke não toma uma atitude, não pede ajuda, tenta apenas remediar o problema do momento. Somente quando um de seus ajudantes força a barra, que o mocinho começa a agir. O que resulta em bons momentos, como o episódio em que um grupo precisa se esconder em uma abrigo, ou quando Danny Rand (Finn Jones), o Punho de Ferro resolve ajudar o companheiro e a dinâmica da parceria da dupla criada em Defensores, é bem aproveitada. Vale lembrar nos quadrinhos os personagens atuam juntos como os Heróis de Aluguel.

Envolvimento do espectador, e ainda protagoniza boas sequencias. Como na participação especial de Colleen Wing (Jessica Henwick), que dá um vislumbre de como seria uma série das Filhas do Dragão, parceria da dupla nas HQs. Ou ainda quando finalmente começa a utilizar determinado presente das indústrias Randy.

Ritmo da série como um todo. Este só começa a desenrolar, quando as muitas apresentações já foram feitas,. e o desenrolar das histórias de cada personagem exige que suas jornadas finalmente se encontrem. Infelizmente, isso só acontece lá pelo episódio oito, fazendo o programa perder parte do público no meio do caminho.

Primeiro ano, na maior parte do tempo parecem mais poderosos que espertos. Movida por emoções e ego, Mariah faz escolhas equivocadas, mas ao menos desta vez paga o preço por isso. Sua interprete Woodard, consegue trabalhar bem esta personalidade absurda, evitando que a antagonista soe caricata na maior parte do tempo.

Com uma história de vida bastante sofrida, o passado do personagem até justificaria, seu exagerado "modus operante", mas série demora demais, para explicar as motivações do vilão, e quando o faz o público já assimilou o personagem como mais um vilão caricato.

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