Resenha Capitã Marvel


Tela grande é ao mesmo tempo o passo inicial de um novo momento do MCU (Marvel Cinematic Universe), e uma curiosa homenagem à tudo que foi feito até então.

Uma batalha entre duas raças alienígenas traz a moça à Terra. Aqui, ela vai perceber que nem tudo é como parece. Com a ajuda do agente da S.H.I.E.L.D., Nick Fury (Samuel L. Jackson), ela vai descobrir sua verdadeira origem e por um fim à tal guerra.

Diferencial está nos detalhes. Desde a divertida reconstrução de época, que aposta nas diferenças entre os tempos atuais e o ano de 1995, em que a história se passa, para fazer humor. Até o momento histórico em que a moça mais poderosa deste universo chega à tela grande.

Protagonista feminina na tela grande (na TV, Jessica Jones e Agente Carter chegaram primeiro). Mesmo assim, Carol Danvers (a "Vers" ali da sinopse), chega sobre certa desconfiança, preconceito e até protestos de quem ainda duvida da capacidade de personagens femininas. Repúdio bobo e infundado, pois além de poderosa Capitã Marvel é determinada, bem humorada, tem uma personalidade complexa, e uma jornada própria bem desenvolvida nesta primeira aventura.

Lenta pode soar arrastada para quem já conhece a personagem, mas é essencial para o público não iniciado criar um vínculo com a personagem. Tarefa que Larson cumpre muito bem, ao apresentar as nuances de alguém cheia de dúvidas, com problemas crescentes mas que se recusa a desistir, sem deixar de se divertir pelo caminho. Afinal, é um filme de super-herói para toda a família.

Técnica de rejuvenescimento por computação gráfica, que deixa o ator veterano duas décadas mais jovem de forma crível. Phil Coulson, aquele agente que morreu no primeiro Vingadores, é outra figura conhecida a aproveitar a tecnologia. Seu retorno à tela grande, é divertido e coerente com a personalidade que tem sido desenvolvida em Marvel's Agents Of S.H.I.E.L.D., o que deve agradar fãs da série de TV.

Entretanto, sem grandes surpresas na atuação. Mesmo porque, a tradicional fórmula Marvel não exige tanto dos atores. E apesar de repetitivo, o formato é bem executado. Muitas vezes intrusivas, as piadinhas aqui são bem dosadas para não diminuir o peso dos momentos dramáticos.

Não fomos devidamente apresentados aos personagens, o universo e a situação. Isso deve deixar muitos espectadores perdidos em alguns momentos. Por causa desta sequencia, eu evitaria sessões em 3D, embora normalmente a tecnologia funcione bem em filmes com temática espacial.

Também não faltam conexões com outros filmes do MCU, todas espalhadas de forma coerente e orgânica ao longo da trama. Estes detalhes, combinados com as duas cenas pós créditos, respondem as pontas soltas e preparam o terreno para Vingadores Ultimato.

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