Resenha da A Sociedade Literária


Mas esta produção baseada em um livro com o mesmo nome inusitado, é uma das poucas agradáveis surpresas entre os filmes com a etiqueta "Original Netflix".

Em 1946 Desestimulada com a repetitiva turnê de seu último livro, sua curiosidade é aguçada quando recebe uma carta de Dawsey Adams (Michiel Huisman), um fazendeiro da ilha de Guernsey. Interessada por seu clube do livro e da torta de casca de batata, a moça viaja até a ilha com o intuito de escrever sobre eles, e acaba se envolvendo com os membros no processo.

Ilhas Britânicas ocupadas pelos Nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Enquanto o mundo todo começa curar as cicatrizes do conflito, os membros da sociedade ainda lidam com as feridas abertas, e segredos que guardam até de si mesmos. É claro, ainda há tempo para o romance e a construção de uma relação de família e pertencimento. Entretanto são as memórias da guerra, e as forma com que as pessoas lidam com ela o ponto mais interessante desta história.

Ordem não cronológica. Deixando para Juliet, e para nós, a tarefa de juntas todas as peças. O formato, faz alusão ao formato do livro, composto por cartas trocadas pelos personagens, e funciona para criar uma empatia crescente, mesmo com o mais avesso dos personagens.

Algumas motivações dos protagonistas. O roteiro não explica muito bem, a falta de confiança de Juliet em seu trabalho. Muito menos deia clara as motivações de Dawsey ao escrever para a moça. Respostas que provavelmente existem no material original.

Porém com uma doce e com esperança no futuro. O diretor abraça as paisagens da ilha, e a competente reconstrução de época, e com isso acerta em construir a sensação de imersão naquele cotidiano tão diferente do nosso. Enquanto o elenco de bons atores entrega uma preformances que atendem as necessidades de seus personagens. Também estão em cena Jessica Brown Findlay, Katherine Parkinson, Penelope Wilton, Matthew Goode e Glen Powell.

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