Resenha da Uma Quase Dupla


Estrelada pela mais popular comediante feminina do país, e por um galã de novelas no auge do sucesso. Se o plano é bom, a execução não consegue fugir de conhecidos escorregões (literais e figurativos, tem piada de tombo) do gênero.

Para resolver o crime, Keyla (Tatá Werneck) uma experiente investigadora do Rio de Janeiro é convocada e une forças com ingênuo e inexperiente subdelegado Claudio (Cauã Reymond). A dupla vai brigar muito, e causar "altas confusões", antes de conseguir desvendar o caso.

Está habituado ao gênero policial, sendo comédia ou não, provavelmente vai desvendar o crime assim que o vilão aparece em cena. A previsibilidade não é um problema, mas um recurso, já que a comédia pretende fazer humor a partir dos clichês do gênero.

Todas criadas a partir da expectativa do espectador sobre a previsibilidade comum neste tipo de produção, estabelecidas por muitas séries e filmes ao longo dos anos. A introdução do "jeitinho" brasileiro de ser nesse sistema é um acerto, especialmente quando faz graça com o cotidiano de uma cidade do interior.Mas novamente, é o caminho óbvio a seguir.

Raso e afasta alguns públicos. A repetição, torna o humor mais cansativo que engraçado após os primeiros minutos. As referências quando detectadas pelo espectador arrancam alguns sorrisos. Assim como o improviso, conhecido ponto forte de Werneck. Mas o produção não consegue criar aquele momento em que a gargalhada é inevitável, independente de seu tipo de humor favorito, e em se tratando de uma comédia, este é o objetivo principal.

Conseguem sim criar uma relação de opostos crível. E seu carisma ajuda na torcida pelo sucesso da dupla. Alejandro Claveaux e Daniel Furlan, também se destacam por se entregar sem pudores às caricaturas a que foram designados. Como um todo, o elenco parece se divertir com o trabalho, e em uma comédia isso conta pontos.

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