Resenha do Vidro


Quem não ficasse empolgado com sua próxima produção. Descobrimos que queríamos assistir à Vidro, quando o final de Fragmentado (2016) o revelou como uma continuação de Corpo Fechado (2000).  O problema é que o excesso de expectativa pode trabalhar contra qualquer produção.

David Dunn (Bruce Willis) está empenhado em captura-lo.O empasse entre os dois é interrompido, quando ambos são levados para o hospital psiquiátrico da Filadélfia, onde serão submetidos ao tratamento da doutora Ellie Staple (Sarah Paulson), especializada em pessoas que pensam ser super-heróis. Elijah Price, ou melhor Mr. Glass (Samuel L. Jackson), também está na instituição.

Vidro, que para surpresa de alguns aposta muito mais nos personagens e suas relações, que no fator "super-heróico" do longa. O trio vai questionar suas próprias personalidades, eventualmente compartilhando estas dúvidas com o espectador. Eles também vão compreender a dinâmica entre herói, fera e mentor, e até rever seu relacionamento com as pessoas à sua volta.

Paralelos que o próprio Mr. Glass faz questão de apontar para audiência. A diferença está na forma como isso é levado para as telas, contido em seus personagens, e longe da megalomania típica de produções com protagonista super-poderosos.

Há ainda espaço para o suspense, graças às eterna dúvida quanto intenções de Elija, e também de Staple. Além do terror ligado à Fera, e aos medos internos de Kevin. Extrair este misto de elementos e emoções, ao mesmo tempo que costura três arcos distintos em uma única trama, é provavelmente o maior mérito roteiro de Shyamalan.

Cenários e figurinos, criam uma paleta de cores que conversam com sua inspiração dos quadrinhos. Desde a simples determinação de cores para cada personagem, até a combinação de elementos para tornar a cena mais parecida com quadrinhos, ou mais "realista" de acordo com o momento da trama.

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