Resenha Para Todos os Garotos


A adolescente Lara Jean descobre isso da pior maneira possível em Para Todos os Garotos que Já Amei, longa com temática colegial da Netflix, baseado no romance de Jenny Han.

Cinco garotos diferentes, e sua forma de lidar com isso é escrever para eles cartas de amor que nunca pretende enviar, mas mantém guardadas e endereçadas. É claro, a correspondência secreta é misteriosamente enviada para os cinco rapazes, e a adolescente tem que lidar com as consequências destas revelações.

Não são uma novidade no cinema. Volta e meia o diário de alguém vem a público logo, a jornada da protagonista não é as das mais originais. A garota vai negar, fugir e fazer as escolhas mais equivocadas possíveis antes de tomar a decisão certa, o que só é possível após processo de auto-descoberta vindos da série de erros que ela comete.

Estados Unidos e seus moradores característicos: a garota malvada e popular, o melhor amigo, o garoto mais popular da escola, a irmã que vai para faculdade, o pai compreensivo, e por aí vai. Personagens que não demoramos muito para entender, e que sabidamente funcionam neste tipo de trama. A parte divertida fica por conta da  nossa familiaridade com eles, e da forma como Lara Jean escolhe se relacionar com cada um.

Estereótipos, suas etnias são mais realísticas do que o  tradicional elenco caucasiano deste tipo de produção. A começar por manter a origem asiática da protagonista, escolha que afastou muitas produtoras. Além disso, Lara Jean se apaixona por personalidades, não por um tipo específico, assim seus "crushes" também tem etnias distintas.

Noah Centineo (The Fosters), Janel Parrish, Anna Cathcart (Descendentes 2), Andrew Bachelor, Madeleine Arthur (DC's Legends of Tomorrow), Emilija Baranac (Riverdale), Emilija Baranac (Bling Ring: A Gangue de Hollywood) e John Corbett (Casamento Grego).

Da protagonista, no cotidiano de sua família. Já a direção, brinca com ângulos de câmera e a montagem, dando significados e dinamismos às cenas. Não tão original, mas sempre bem vindo, o filme também lembra de fazer referências aos romances adolescentes oitentistas de John Hughes.

Apenas à seus envolvimentos amorosos. O que talvez não seja tão grave assim, considerando que este era o único aspecto mal resolvido da vida da moça. Além disso, é uma característica herdada do livro. E por falar na obra original. Esta é na verdade uma trilogia, e o filme deixa as portas abertas para a produção de P.S.: Ainda amo você e Agora e para sempre, Lara Jean.

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