Sócrates Diretor revela que prêmio


Longa-metragem do diretor Alex Moratto, chega ao circuito nacional. Antes disso, acumulou diversos prêmios para o currículo, incluindo um Independent Spirit Award.

Faz sua estreia como ator de cinema, o filme acompanha as dificuldades financeiras e psicológicas do personagem-título após a morte de sua mãe. Diante da miséria e do preconceito por ser homossexual, Sócrates passa por um duro processo de amadurecimento em que seus valores e ideais são revisados.

Conversar com Alex Moratto e Christian Malheiros sobre Sócrates.

Diferença de que com o longa você fica várias semanas gravando e com o curta você fica poucos dias. Foi interessante aplicar minha experiência com curtas em um longa-metragem. Para mim, a maior barreira foi a preparação para ficar no set por tanto tempo. Fora isso, os processos foram bem semelhantes.

Apontam influências do Cinema Novo no filme, principalmente por conta do recorte social, da característica documental e da câmera na mão. Você pode falar um pouco das suas referências para construir esse longa.

Câmera na mão, trabalhando com atores iniciantes ou até não atores, e eles me ajudaram muito a construir essa linguagem. Eu trabalhei muito próximo com o diretor de fotografia, João Gabriel de Queiroz, que é um grande talento. A gente não queria uma linguagem de documentário. Então, a nossa questão sempre foi: “Como a gente pode ultrapassar um filme que tem esse quê de documentário, mas, ao mesmo tempo, tem essa sensibilidade realista, sendo um filme dirigido?”. A gente posiciona a câmera onde a gente tem que colocar para contar a história.

Têm sido apontadas entre Sócrates e Moonlight

Foi uma dessas coisas muito interessantes que acontecem muito no audiovisual, de projetos com temas semelhantes aparecem ao mesmo tempo. E eu acho que isso tem a ver com o mundo, com a cultura, com o momento e as histórias que estão tocando as pessoas. Então, eu achei muito interessante isso acontecer, mesmo não tendo nenhuma ligação ou influência desse filme.

Para concorrer a uma vaga de representante do Brasil no Oscar 2020? Gostaria que você avaliasse esta safra do cinema brasileiro e dizer o que você achou da escolha de A Vida Invisível.

Foi uma grande honra estar nessa lista de finalistas com tantos filmes e cineastas que eu respeito. Quando eu vi a lista dos artistas e profissionais do comitê de seleção, eu achei que foi uma grande honra deles aplaudirem e contemplarem esse filme, para mim foi muito maravilhoso poder estar nessa lista e ter o nosso filme contemplado.

Eu não imaginava que eu ia estar nessa lista e, muito menos, ganhar. Foi algo muito especial, muito incrível, mais ainda porque o meu mentor, o cineasta norte-americano Ramin Bahrani, ganhou esse mesmo prêmio com o segundo longa dele, na mesma época em que eu o conheci. Eu tinha 17 anos quando trabalhei como estagiário dele.Depois eu virei assistente de direção no terceiro longa dele. Ele também foi um produtor de Sócrates, sempre foi o meu mentor desde jovem. Então, ganhar o mesmo prêmio que o meu mentor ganhou foi uma coisa muito especial e muito grande para mim.

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