Tal Pai Tal Filha


Deixa ao final da sessão. Não que isso seja um ponto negativo da produção.

Para completar o dia ruim, seu pai, Harry (Kelsey Grammer), que a abandonou quando tinha apenas 5 anos, resolve aparecer de penetra na cerimônia. Muitos drinks mais tarde, a moça acorda no cruzeiro ao Caribe, que seria sua viagem de lua de mel, acompanhada do pai.´

Romântica, ao forçar a convivência de duas pessoas que não se gostam. Com a diferença de que aqui a relação a ser construída é de pai e filha. Inclua aí, coadjuvantes e situações que vão acelerar o confronto. No caso, os demais "casais" que dividem mesa com a dupla e os "divertidos" eventos de cruzeiro.

Vez antes do final feliz de fato. Tudo como manda o figurino do gênero, com uma reviravolta previsível no fim e o potencial pessoal crescimento dos protagonistas. Ele se arrepende de seus erros, ela percebe que precisa rever suas prioridades. E não fique chateado por esta última linha, pois não é de verdade um spoiler. O arco dos personagens, e o caminho que a trama escolhe são velhos conhecidos. Você sabe para onde a história vai, e é nessa familiaridade que o roteiro aposta para manter o expectador.

Total e completa necessidade de buscar um par romântico para seus protagonistas. Rachel é deixada no altar nos primeiros minutos do filme, e até embarca em relacionamentos surpreendentemente descartáveis, mas não está a procura de um novo amor, e nem precisa. Seu caminho para se sentir completa é com sigo mesma.

Entregam nada realmente surpreendente ou profundo. Mesmo porquê até nos poucos momentos em que o roteiro decide falar sério sobre o histórico de abandono, ele nunca o faz de forma muito pesada ou deprimente. Quem também entrega o que precisa é o elenco de coadjuvantes, que entrega uma galeria de tipos previsivelmente e propositalmente adoráveis, o casal gay, o da terceira idade, e o de segunda viagem.

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