The Handmaids Tale 2 temporada


Embora ainda diga muito com suas expressões, a protagonista e várias de suas companheiras, estão mais determinadas a reaver sua voz, na segunda temporada de The Handmaid’s Tale.

Moradores da república de Gilead. É em um destes momentos que retornamos à série, com o regime reafirmando seu poder sob as recém rebeladas aias. Mas, pela primeira vez, June tem uma vantagem, ela carrega o bom mais preciso para aquela sociedade. A gravidez, também lhes dá um impulso extra para lutar, ela não quer perder mais um filho para Gilead.

Ritmo diferente do restante da série. Ao mesmo tempo, são nesses episódios que começamos a acompanhar a expansão do universo da série, ao conhecermos outros setores desta sociedade, como os campos de trabalho forçado e as econoesposas. Mas, o primeiro deles, não faz parte da jornada da protagonista, enquanto o segundo é pouco aproveitado. E quando a personagem principal detém os  momentos menos interessantes da série, isso é uma falha.

Serena Joy (Yvonne Strahovski, finalmente com espaço para crescer e entregando um trabalho impecável). A "esposa exemplo", já havia se mostrado mais complexa do que as aparências mostravam, mas só agora estas nuances começam a ser exploradas. Uma das fundadoras do regime, ela começa a perceber a realidade de sua condição, e a reagir a isso. O resultado é uma jornada oscilante no bom sentido - onde a personagem alterna momento de concordar com a necessidade de seu papel,com o sentimento insatisfação e cumplicidade com outras mulheres, enquanto tenta descobrir o melhor caminho a seguir. Quando a cumplicidade é com sua aia, o discurso fica ainda mais rico.

Acompanhamos a personagem aos campos de trabalho forçado, as Colônias para onde vão as mulheres inadequadas para os demais papéis destinados a elas. Seu ponto de vista é muito diferente do de June, sem esperança, e sem nada a perder, ela está disposta a arriscar tudo, para punir quem puder e como puder.

São os únicos privilegiados com eles, mas também precisam matê-lo, como Fred Waterford (Joseph Fiennes). Até aqueles que também são oprimidos por ele de alguma forma, como Nick (Max Minghella), que apesar de inserido no sistema, e com papel relativamente importante ainda é obrigado a fazer coisas que não deseja. É aqui que a série acerta ao relembrar quem nem todos que fazem parte de um regime concordam com ele, mesmo que faça parte da casta supostamente privilegiada.

Fortalece ou intensifica a luta de outros. Waterford percebe que reafirmar sua nação para o mundo é uma tarefa mais difícil de imaginar. Serena, é relembrada de sua importância, e percebe as privações por que passa. Enquanto as famílias daqueles presos nesta nova nação, representados nas figuras de Luke (O-T Fagbenle) e Moira (Samira Wiley), ganham perspectivas para intensificar a luta.

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