Titãs 1 temporada


TV seus personagens com capas, roupas colantes e habilidades especiais passam muito bem. Titãs a nova empreitada lançada pelo serviço de streaming da DC que no Brasil chegou pela Netflix - expande ainda mais as possibilidades para personagens de quadrinhos na telinha.

Encontro de Robin, Ravena, Estelar e Mutano. Reunidos pelas consequências de uma misteriosa caçada à um deles. Ao mesmo tempo que acompanhamos a parceria forçada se tornar uma escolha ciente, também acompanhamos os arcos individuais de cada um deles.

Vigilantismo descontrolado nas ruas de Detroid. É assim, que Rachel Roth, a Ravena (Teagan Croft), esbarra em sua história. A adolescente com habilidades que não compreende, nem controla, está sendo perseguida por pessoas e motivações desconhecidas. Desconhecida também é a natureza de "Kori Andrews", a Estelar (Anna Diop, 24: Legacy) perdeu suas memórias. Tudo que sabe é que também está à procura de Rachel.

Como recurso para apresentação da Patrulha do Destino. Outros heróis que ganham destaque ao longo da série são Rapina e Columba (Alan Ritchson, Smallville e Minka Kelly, Friday Night Lights). Há também espaço para participações especiais de outros nomes conhecidos, que não pretendo mencionar para não estragar a surpresa.

Tutor de alguém o Menino Prodígio, tem a chance de enxergar seu relacionamento com Batman por outro ângulo, ao mesmo tempo que tenta lutar contra o instinto violento estimulado pelo vigilantismo. Já a garota precisa aprender a controlar as trevas que tem dentro de si, e aprender a usar suas habilidades.

É apenas no final da temporada que começamos a entender quem ela realmente é. Com Mutano, a série surpreende ao ter coragem de mostrar suas transformação em tigre, através de efeitos que não são excepcionais, mas funcionam muito bem dentro do estilo e orçamento da série. O mesmo vale para outros efeitos, como as manifestações de poderes de Ravena e Estelar.

À exceção são os figurinos de Rapina e Columba, que apesar de estarem no tom correto, são simplesmente feitos e nada funcionais em lutas. A moça sofre também a caracterização em sua versão civil. Kelly usa uma peruca falsa demais até para um universo de cabelos verdes e magenta.

Coloridas e leves "primas" da CW. Palavões, sexo e uma alta dose de violência são permitidos aqui. A escuridão nas cenas de luta podem incomodar alguns, mas é coerente com quem foi treinado pelo Cavaleiro das Trevas.

Quando o drama humano exige. Titãs está mais interessado em apresentar e construir uma relação entre seus personagens, do que apenas explorar suas incríveis habilidades. Gerando mais empatia com o espectador.

À essa altura já nos importávamos o suficiente com os personagens, para não precisar de estímulos para esperar por uma segunda temporada. O resultado é um final anti-climático, que enfraquece a excelente experiência do programa até aquele momento. E que não é contornado pela "misteriosa" cena pós créditos. Sim, tem uma, não deixe de assistir.

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