CONFIRA

Assassinato no Expresso do Oriente


Mistério e outro caso já cai em seus ombros. Não é atoa que protagonizou nada menos que 39 livros de Agatha Christie e volta e meia tem suas histórias adaptadas para outros veículos. Mesmo assim, já fazia algum tempo que o excêntrico detetive não dava as caras na tela grande.

Com dificuldade uma vaga no Expresso do Oriente, estranhamente lotado para a época do ano. Como já diz o título, alguém é assassinado no trem, que fica preso em uma nevasca. Encurralando os suspeitos com o detetive mais famoso do mundo. Hercule Poirot tem apenas algumas horas para desvendar o crime antes de chegar à próxima estação.

Modus operante de seu protagonista, Assassinato no Expresso do Oriente apresenta de forma dinâmica seus muitos personagens. Gasta algum tempo apresentando o ambiente da locomotiva e seus passageiros antes de seguir a trama propriamente dita. Dando ao expectador um gostinho dos hábitos observadores de Poirot, antes mesmo de ele de fato começar a analisar as circunstâncias.

Suspeitos, é nesse ponto que muitos podem achar o longa arrastado, embora a mudança de ritmo seja coerente com a obra literária que o inspirou. A lentidão nasce da repetição de uma situação inevitável: Poirot precisa interrogar passageiros e funcionários do vagão. O longa até tenta criar uma dinâmica mais leve, mudando a locação dos interrogatórios, chegando a sair da locomotiva. Á certa altura, a edição tenta agilizar o ritmo alternando os depoimentos, exigindo mais atenção do expectador para não se perder nos detalhes.

Que já conhecem a história. Infelizmente também são essas pessoas, que não vão se surpreender com o desfecho, bem construído graças à esse segundo ato mais detalhado. Os já iniciados também vão se surpreender com uma ou outra cena de ação, claramente incluídas para das mais dinamismo à uma obra composta apenas de longas exposições. Criadas de forma criativa para explorar os poucos ambientes que o veículo oferece.

Escolhidos por Branagh, que também é diretor do filme. Seja para encontrar o melhor ângulo para mostrar a cena do crime, ou para dar ao expectador a sensação de ser mais um passageiro, mesmo que clandestino, no Expresso Oriente. Um traço já característico do diretor, que funciona muito bem no ambiente confinado em que a história se passa.

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