CONFIRA

Death Note


Já tem, pois Death Note é um dos muitos equívocos que do serviço de streaming nos últimos meses.

Adolescente encontra um caderno que permite ao seu portador matar pessoas apenas escrevendo seus nomes nele, o tal Death Note. Se ter o poder sobre a vida e a morte já é tarefa complexa para seres mitológicos, imagina para um adolescente comum. Mas desta vez a história se desenrola em Seatle em um típico high scholl estadunidense.

De etnias e nomes de personagens, e até de algumas regras do caderno já eram previstas. E não existe nenhum problema nestas alterações. A complicação veio quando o roteiro resolveu simplificar os dilemas que essa grande responsabilidade traz para a vida Ligth (Nat Wolff, completamente perdido).

Fato do assassino de sua mãe sair impune, a primeira grande utilidade que o protagonista encontra para o Death Note é... impressionar uma garota. Mia Sutton (Margaret Qualley, muito bem em The Leftovers, aqui apenas fazendo o possível) até tem uma personalidade mais instigante, mas não escapa do papel de bode expiatório do roteiro que tem a necessidade patológica de transformar o mocinho em um herói.

Dilemas que mesmo justiceiros ou vigilantes enfrentam ao fazer justiça com as próprias mãos. Quais os limites para alguém com tamanho poder? Como manter questões pessoais afastadas de seu julgamento? Entre outras questões. Também há toda questão da mitologia em torno do caderno, sua origem, usos, portadores, regras (e a possibilidade de burlá-las) que nunca são de fato exploradas.

Atiçar o menino a usá-lo, ganhou um visual interessante, muito fiel à 'versão desenhada', mas que funciona em live action, embora o tom do filme não comporte sua presença em muitos momentos. A escolha de Willem Dafoe como seu interprete também é afinada. Especialista em vilões, é o melhor em cena, sem no entanto estar lá literalmente.

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