CONFIRA

Filme Bright


Ficção existissem de verdade. Esta é a premissa de Bright, empreitada ambiciosa da Netflix com Will Smith e o diretor David Ayer (de Esquadrão Suicida).

Tem como parceiro no nada satisfeito policial humano Daryl Ward (Will Smith). Em uma de suas missões a dupla se depara com uma "arma de destruição em massa"(?), cobiçada por  diferentes gangues, seitas e até autoridades. Inclua aí diferentes raças, cada uma com suas rixas e interesses.

Divisões de classe, preconceito, segregação e claro, a violência gerada por tamanha discrepância social. A classe marginalizada aqui é a dos orcs. Os ogros (sim, tem palavra em português, vamos usar) escolheram o lado errado de uma batalha há dois mil anos e ainda são rejeitados por isso. No outro extremo da sociedade os privilegiados elfos sentem-se superiores e talvez burlem as regras (leia-se usam magia) para manter sua posição. Os humanos ficam no meio do caminho, como a classe média trabalhadora.

Especialmente a situação de Jakoby. Deslocado socialmente, sofre preconceito diário de todas as castas, fazendo seu trabalho da melhor forma possível, e até se faz de sonso para suportar tais agressões. Conflitos que Edgerton consegue transmitir bem sob pesada - e bem feita - maquiagem. A relação com seu preconceituoso parceiro, Ward também é bem construída à partir não do trabalho em conjunto, mas dos conflitos da dupla. Sim, mais uma equipe que precisa aprender a confiar um no outro! Mas tudo bem, pois Smith e Edgerton tem uma excelente química. A relação não apenas funciona, como sustenta o filme.

Motivações das diferentes raças que a produção se enrola e não consegue desenvolver os vários conceitos que apresentam. Quem é esse Senhor das Trevas? E as pessoas que o seguem? E os tais de Bright, personagens que fão nome ao filme? É claro, que com a sequencia já anunciada estes temas poderão ser melhor explorados, mas o filme deveria se sustentar sozinho, sem contar com continuações que não existem.

Não oferecer estofo à queles que dependem deles. Assim, temos vários bandos e gangues genéricas perseguindo a dupla, enquanto os grandes vilões do filme carecem de personalidade para justificar seu nível de ameaça. Basta saber que ao fim do filme, não conseguimos sequer lembrar o nome da chefe dos vilões vivida por Noomi Rapace. É Leilah, segundo o IMDB.

São esquecidas pelos seus portadores. Longos discursos explicativos para personagens que já deveriam ter essas informações. E o que dizer do federal elfo e seu caráter ambíguo que não resulta em nada.

Postar um comentário

0 Comentários