Filme Jogador Nº1


Todas os easter eggs escondidos, enquanto o protagonista persegue o seu próprio "ovo de páscoa" Baseado no livro homônimo de Ernest Cline, Jogador N°1 é uma aventura cheia de referências e nostalgia.

As pessoas escapam deste cenário horrível imergindo no OASIS, universo em realidade virtual onde se pode fazer de tudo. Mas este paraíso virtual está ameaçado desde a morte de seu criador, James Halliday (Mark Rylance, O Bom Gigante Amigo), que elegeu como herdeiro o primeiro que encontrasse um easter egg escondido em seu mundo. Wade Watts (Tye Sheridan, o Ciclope de X-Men: Apocalipse) é um dos caça-ovos que persiste na busca pelo prêmio, de preferência antes, que os funcionários da IOI, que pretende lucrar o máximo com a plataforma e ficar com a fortuna trilionária.

Tornaram um dos diretores favoritos de todos que cresceram nas décadas de 1980 e 90, nesta produção que é uma ode à cultura pop da penúltima década do século passado. Halliday é obcecado por esta época, seus games, filmes, séries de TV e música. Por isso, sua caçada em estilo de video-game, é formada por pistas e referências. deste período. É aqui que nerds e nostálgicos vão se deliciar caçando seus favoritos, que vão de kaijus japoneses à referências do próprio diretor, em uma mistura bem acertada e variada.

As mudanças provavelmente realizadas para se adequar às autorizações de direitos autorais, acabam por adicionar um fator surpresa para quem já conhecia a jornada, com novos puzzles e eingmas. E como os anos de 1980 são um poço de referências, não faltam alternativas, para criar vários quests diferentes.

Enigmas e superar os desafios na busca pelo tesouro, ele ainda precisa lidar com os perigos de estar chegando perto da resposta. Aqui o antagonismo é personificado pela Innovative Online Industries (IOI), e seu exército de especialistas comandados por Sorrento (Ben Mendelsohn, Rogue One), tipico engravatado preocupado apenas com o próprio lucro.

Caçadora de IOI e interesse amoroso do protagonista. Seu melhor amigo Aech, Daito e Sho (Lena Waithe, Win Morisaki e Philip Zhao), completam o time dos melhores jogadores do ranking, cujas identidades reais são uma surpresa a parte, que o roteiro podia ter escondido por mais tempo. O grupo, também ligeiramente diferente de sua versão nas páginas, é a personificação da diversidade, para garantir que todos se identifiquem com os mocinhos.

Que terão de se unir para superar os vilões. Formando a clássica equipe de aventuras que tanto acompanhamos nas sessões da tarde. Também um eco, das aventuras dos anos 80, é a simplicidade da jornada que chega a ser previsível. Mas tudo bem, pois a graça desta aventura não está no que acontece, como acontece.

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