Han Solo Uma História Star Wars


Inclusive o meu, foi: não sei se quero ver isso. Não que isso interferisse nos planos da empresa, que  estimulada pelo sucesso da franquia principal e de Rogue One, não enxergaria motivos para não trazer Han Solo: Uma História Star Wars. A produção que pretende preencher lacunas e responder perguntas sobre ícone do cinema.

É nesta aventura que conhecemos as motivações e a jornada que o levou a adquirir as características, amigos e até os objetos que facilmente relacionamos ao personagem imortalizado por Harrison Ford. Todas as perguntas que você sempre teve, e algumas que nem imaginou, devidamente distribuídas em uma aventura com toques de comédia.

Bem em sua tarefa, dar novos rostos à personagens conhecidos. Com uma missão quase impossível, Ehrenreich parece ciente de que não é Ford, e escolhe aproveitar o fato de que este é um Han Solo ainda em construção, para lhe dar características próprias. Oscilando entre o bom moço e o malandro em potencial, ele incorpora gestos e expressões da versão de Ford em seu jovem protagonista sem pesar a mão.

Sempre o mesmo, mas aqui descobrimos mais sobre sua história e importância na vida do protagonista. Já os novatos tem que encaixar no tom e ritmo aventureiro e bem humorado e o elenco de peso não decepciona. O vilão vivido por Paul Bettany tem pouco tempo de tela, mas consegue marcar sua presença como ameaça invisível ao grupo. Beckett (Woody Harrelson, eficiente) é a figura de mentor da vez, e diferente de seus antecessores neste universo - a maioria Jedi e Sith - utiliza um guia de caráter mais maleável, não é vilão e nem mocinho. Rio (voz de Jon Favreau, divertido) a criatura alienígena da vez, é criado por GCI eficiente, tem uma personalidade interessante bem apresentada no pouco tempo que lhes é fornecido.

Força de sua personagem. A robô L3 (Phoebe Waller-Bridge, excelente) também tem uma personalidade forte, e nova para a sua "classe", é um droide com idéias de revolução. Relevante para a narrativa? Não muito, mas ainda divertida! Enquanto Qi’ra (Emilia Clarke, convincente), é o interesse romântico que move o protagonista, embora a moça não fique restrita à esta função. Prova de que o estúdio está ciente que não é mais possível colocar as personagens femininas à espera de um resgate a todo o tempo.

Vislumbres ao longo da trilogia original. Como ele conheceu Chewbacca, Lando, quando pilotou a Millennium Falcon pela primeira vez, como aprendeu a criar planos e esquemas, e até as origens de alguns nomes, nada fica de fora de uma profusão de referências que ultrapassam os limites do "fã-service" e beiram a quebra da "magia" em torno do protagonista, além de não trazer muitos detalhes novos. Impossível não notar que,. apesar de não haver nenhum projeto de sequência, embora haja sim um gancho para tal, se a mesma acontecer não restam muitas destas referências ou respostas a serem dadas em uma segunda aventura.

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