CONFIRA

IBoy


Preciso entrar no coro: IBoy poderia tranquilamente figurar entre um dos episódios da antologia, mas também poderia estar inserido em qualquer universo de super-heróis. Embora, neste último quesito o filme da Netflix tenha sua própria identidade, se comparado ao que tem chegado ao cinema.

Lucy (Maisie Williams, a Arya de Game of Thrones). O Rapaz tenta fugir enquanto chama a polícia, mas é baleado. Ele acorda dias depois com fragmentos de seu smartphone em seu cérebro e a habilidade de se conectar com qualquer eletrônico. Morador de um bairro com uma onda de violência crescente, não é preciso ser um gênio para deduzir como ele decidirá usar suas novas habilidades.

Conectados à internet. Contexto que precisa sim de uma boa dose de suspensão de descrença do expectador, mas é a mesma que nos faz crer que um inseto radioativo pode fazer um adolescente ser capaz de escalar prédios. Logo, não é difícil comprar a ideia, especialmente graças a boa solução gráfica para colocar as atividades do hacker em tela sem precisar de explicações, falas, ou mesmo gestos grandiosos.

No processo Tom descobre a extensão de suas habilidades. Podemos vê-lo utilizando-as tanto para coisas pequenas e banais até grandes interferências em instituições altamente protegidas, ações através de grandes distâncias e com enorme quantidade de dados. Por isso, soa um pouco discrepante quando, no auge de sua capacidade, Tom decide tomar uma atitude presencial à moda antiga, levando o filme para um clímax tradicional.

Premissa do filme. E principalmente seus temas: a violência urbana, o excesso de tecnologia em nossas vidas e a vulnerabilidade que ela traz. Nas questões que competem ao herói estão: como lidar com suas habilidades, as "grandes responsabilidades" que vem com ela, quais os limites, e tudo que pode dar errado ao escolher usá-las.

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