Joaquin Phoenix além de Coringa


Chegou aos cinemas, trazendo temas controversos, discussões sobre violência, saúde mental e classe, além de trazer um clima completamente diferente para o gênero de super-heróis. Independente de sua opinião sobre a brutalidade do filme, uma coisa todos os críticos parecem concordar: Coringa é uma das grandes performances da carreira de Joaquin Phoenix.

Joaquin Phoenix é o irmão do meio de cinco filhos, ele iniciou sua carreira atuando em comerciais e séries de TV ao lado de seus irmãos River e Summer. Seu primeiro grande papel no cinema foi no longa SpaceCamp: Aventura no Espaço, estrelado por Lea Thompson e Kate Capshaw. Na época, com 12 anos de idade, o ator ainda usava o nome artístico de Leaf Phoenix, que ele adotou para, assim como seus irmãos, ter um nome que remetia a natureza.

Foi começar a deslanchar mesmo em 1995, quando ele contracenou com Nicole Kidman no longa de Gus Van Sant, Um Sonho sem Limites. Foi nesse set que ele conheceu Casey Affleck, que acabou se tornando seu amigo e parceiro criativo de longa data, que até se casou com sua irmã, Summer.

Conquistar papéis em filmes como Círculo de Paixões, Pela Vida de um Amigo e 8 Milímetros. Porém, ele se consolidou em Hollywood de uma vez por todas ao interpretar Commodus em Gladiador, o longa vencedor do Oscar dirigido por Ridley Scott e estrelado por Russell Crowe. Phoenix não levou sua própria estatueta para casa, mas chegou a ser indicado a melhor ator coadjuvante.

Em 2003, estrelou Dogma do Amor ao lado de Claire Danes e Sean Penn, além de emprestar sua voz a Kenai em Irmão Urso. Em 2004, ele contracenou com Don Cheadle em Hotel Ruanda, longa indicado a três Oscars. Essa variedade de papéis em filmes celebrados, demonstrando sua versatilidade, foi culminar em seu papel de Johnny Cash, na cinebiografia Johnny & June. O longa, indicado em cinco categorias no Oscar, lhe rendeu sua primeira indicação a melhor ator.

Estranhas entrevistas e aparições públicas, em que Phoenix parecia estar sob efeito de drogas e afirmava não ver valor artístico na atuação, até que em 2010 o mockumentary Eu Ainda Estou Aqui foi lançado. O longa, dirigido por Casey Affleck, fez parte de uma espécie de experimento social e explora o declínio que figuras públicas frequentemente enfrentam, ao brincar com a imagem que Phoenix havia construído na mídia para sua divulgação.

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