O Rastro


Está prestes a ser fechado. Se precisar ficar internado lá já deixaria qualquer um com medo, imagina se incluirmos, rangidos, aparições, trilha de suspense, criancinhas bizarras...

Pacientes quando um hospital carioca é fechado. Um trabalho de guerrilha considerando a escassez de vagas no sistema público. É durante um fechamento conturbado, com direito a protestos na porta do hospital que uma criança desaparece levando João à uma busca obsessiva e perigosa.

É claro, que o filme de J. C. Feyer não reinventa a roda no gênero (e acredito que não era essa a intenção), muito menos é isento de falhas. Entretanto, se conquistar seu espaço entre o público pode ser um marco do terror no Brasil, onde atualmente o únicos trabalhos relevantes são de José Mojica Marins e seu estilo peculiar e único. Falta uma produção que fale com o grande público, e o faça tomar gosto em se assustar sem legendas.

Japonês, enquanto a trama segue a formula de suspense e terro comum ao estilo hollywoodiano do gênero. Inclua aqui, corredores escuros, cortes rápidos e trilha que sobe repentinamente.

Apenas som diegéticos para criar o ambiente e todo o suspense. assim o que te deixa nervoso, é o zumbido do ventilador, o gotejar do bebedoru antigo e por aí vai. Mas a boa ideia caí por terra quando a produção volta para o clichê de aumentar absurdamente o som, no "momento de susto", e exagera nesse efeito. Causando o efeito oposto em muitos momentos, o expectador não apenas espera pelo susto, como acha graça.

Claudia Abreu, Jonas Bloch, Felipe Camargo, Alice Wegmann e Domingos Montagner. Entre figuras de autoridades, colegas de trabalho de João, ex-funcionários e médicos do hospital fechado e sua esposa, todos tem sua função incluir mais uma peça neste quebra-cabeça na obsessão de João. Ganhando ou perdendo importância conforme a trama avança.

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