Operação Red Sparrow


Suas extensas comunidades de agentes secretos. Especialmente, se o foco for a supra-utilizada disputa é entre os Estados Unidos e a Rússia. Em Operação Red Sparrow nunca ficamos sabendo o que está em jogo no plano maior do empasse entre os dois países, mas não importa, pois o longa de pretende se diferenciar por outros meios Francis Lawrence.

Opções quando um incidente a impede de dançar. Sem opções, é manipulada para se tornar uma Sparrow, agentes especializadas em sedução e manipulação. Em sua primeira lição precisa manipular o agente da CIA Nathaniel Nash (Joel Edgerton), ao mesmo tempo que mantém seus próprios objetivos, escapar do sistema.

Tem resistência física para aguentar o treinamento pesado de um super agente de campo. Mas, não se engane, este não é um filme de ação. Atuação é a única habilidade de sua carreira anterior que Egorova traz para a nova ocupação. E não a nada de errado em um filme optar pelo suspense e a tensão ao invés da ação. O que soa meio exagerado, é o excesso de fetiche envolvido, em contraste com uma trama lenta e cheia de rodeios.

Das personagens, o roteiro trabalha pouco suas personalidades, transformando em rasos personagens que deveriam ser misteriosos. Mesmo a protagonista, que recebe muita atenção parece se adaptar a tudo com facilidade, com quase nenhum medo ou conflitos internos. Após algumas reviravoltas, fica difícil, que uma novata, mesmo que prodígio na área, consiga enganar tão facilmente o governo, que teoricamente a vigia constantemente.

Basta reparar que montagem que demonstra a passagem de tempo durante o treinamento, corre durante as "matérias teóricas", dando atenção às passagens que envolvem nudez. Somando o excesso de fetiche, com o ritmo mais lento da narrativa, não demora muito para o expectador se perguntar quais daquelas sequencias eram realmente necessárias. Ou no mínimo, se precisavam ser tão longas.

Gênero, qualquer um pode mudar de time a qualquer momento. É durante a construção, lenta desta narrativa rocambolesca que cenas de ação, ou ao menos uma montagem mais dinâmica, se fazem necessário. O espectador não chega a dormir, mas provavelmente vai conferir o relógio algumas vezes.

A fotografia vibrante e exuberante do mundo do balé, serve de base e contraponto para a vida cinzenta que Dominika enfrenta após deixar os palcos.

Lawrence e Edgerton tentam, mas a química entre os dois agentes não acontece. Já o destaque fica com Matthias Schoenaerts, eficiente em criar uma pessoa extremamente repugnante. E por falar nisso, a forma como os Russos em geral são retratados, pode não agradar seus conterrâneos da vida real.

Ação para amenizar seu fetichismo. Operação Red Sparrow não tem muitos recursos para justificar suas escolhas. Baseado no livro homônimo de Jason Matthews, poderia trabalhar melhor o desenrolar da trama, e criar um universo conciso para justificar uma franquia (vale lembrar, existem outros livros com a personagem). Entretanto parece focado em mostrar sua protagonista como uma super-agente prodígio dos sonhos de alguns marmanjos. Ao menos entrega o que promete, Jennifer Lawrence de um jeito (e ângulos) que você nunca viu.

Postar um comentário

0 Comentários