Quando Nos Conhecemos


Não é atoa que histórias com viagens no tempo capturam o interesse, independente do gênero em que se apresentam. Quando Nos Conhecemos, usa o recurso temporal para impulsionar uma comédia romântica.

Sonhos, Avery (Alexandra Daddario), apenas para perdê-la para o cara perfeito no dia seguinte. Após três anos tentando entender onde falhou, ele acidentalmente descobre um jeito de voltar no tempo e decide mudar o resultado da noite quase perfeita.

Absurdos atende a proposta, mas a execução é prejudicada pelo protagonista. Ator, comediante, cantor, roteirista e produtor executivo, DeVine é mais conhecido no Brasil por sua participação nos filmes da franquia A Escolha Perfeita, onde vive o egocêntrico e irritante Bumper . Neste filme, ele tenta criar uma personalidade de melhor amigo, sem sorte e engraçadinho, mas exagera nas caretas e intensidade. A sensação é de que o ator se acha mais engraçado do que realmente é. O resultado, é o mesmo personagem cansativo e sem carisma, do longa sobre corais à capela, mas aqui com a obrigação de carregar a narrativa.

Vive o melhor amigo Max, parece limitado propositalmente para não superar o protagonista. Apenas Shelley Hennig se sobressai um pouco, mais devido à trajetória de seu personagem, um dos poucos que cresce ao longo da narrativa, do que pelo trabalho da atriz que assim como o resto do elenco, se contenta em ficar no básico do que o papel exige.

Chave, e a repetição de cenas e falas com pequenas diferenças, conectadas por uma montagem bem feitinha também acertam. A produção consegue surpreender nas diferentes versões das vidas envolvidas, mesmo que não tenha um desfecho surpreendentes. A curiosidade sobre as surpresas na jornada, é o que vai conseguir manter alguns espectadores até o fim da projeção.

Mesmo porque o filme não está preocupado, nem nunca teve a pretensão de explicar como ou porque a viagem no tempo é possível, mas sim em mostrar as possibilidades que a oportunidade pode criar. É mágica, aceite e aproveite.

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