The Flash 4 temporada


Apesar do título auto-concedido na abertura em off desde o primeiro episódio do programa, sempre aparecia alguém, geralmente o vilão, que é mais rápido que o personagem título. Felizmente, após três anos repetindo a formula, a ameaça ao mundo não é um velocista!

Força de aceleração após de bagunçar tudo ao causar o ponto de ignição (flashpoint). Na tentativa de trazê-lo de volta, a equipe abre uma fenda e acidentalmente traz matéria escura para Central City, criando mais meta-humanos. É claro, um vilão aproveita a oportunidade para colocar em ação seu plano para salvar a terra. Propósito nobre, mas com aqueles conceitos tortos que só vilões conseguem cultivar.

Misteriosas até a reta final. O que não oferece ao espectador tempo para assimilar e comprar a ideia. Mas este é um dos poucos pontos negativos deste arqui-inimigo. Exagerado, caricato, com um plano mirabolante e tecnologias impossíveis, DeVoe traz de volta o aspecto caricatural, absurdo e consequentemente bem humorado - caso contrário não funcionaria -  para os vilões da série. Vale lembrar que The Flash surpreendeu em seu primeiro ano, por não ter vergonha de se assumir série de quadrinhos, com suas cores, nomes engraçados e características mais caricatas. Essa leveza, havia se perdido no ano anterior com o depressivo vilão Savitar.

Estes personagens eram apresentados e utilizados em apenas um episódio, tornando-os sub aproveitados e esquecíveis. A exceção é Ralph Dibny (Hartley Sawyer), ex-policial malandro que ganha poderes e aprende com a equipe a responsabilidade de possuí-los. Personagem sem noção ao ponto de ser irritante, cuja dinâmica funciona muito bem em contraponto com os muitos "certinhos" da equipe Flash. Graças aos seu poderes, ele também é dono das piadas físicas absurdas e até nojentas que devem manter a molecada interessada.

Relacionamento com Íris (Candice Patton) e finalmente deixa de ser um herói em construção. Chega de treinar para ser mais rápido, agora ele ensina aos amigos como ser herói. Já sua mocinha assumiu a liderança do time, sem maiores explicações, mesmo com gente mais experiente, como seu próprio pai, disponível. Para quem já não simpatizava muito com a personagem fica impossível ignorar o questionamento.

Relação a distância com a Cigana (Jessica Camacho), o que garante a maravilhosa participação especial de Danny Trejo como pai da moça. Joe (Jesse L. Martin) e Cecile (Danielle Nicolet, divertida) se descobrem grávidos, e com efeitos colaterais incomuns, porém convenientes para o roteiro. Enquanto Caitlin (Danielle Panabaker) finalmente se acerta com seu lado malvado a Nevasca, apenas para descobrir que há mais no passado das duas. Os personagens fixos e carismáticos que os fãs adoram, perderam espaço de tela com histórias simples e previsíveis. A esperança por uma boa trama relacionada ao passado de Caitlin, que deve ser desvendado ainda no próximo ano.

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