CONFIRA

Thor Ragnarok


Centro dos conflitos das aventuras do Deus do Trovão da Marvel, Thor: Ragnarok chega com uma roupagem nova do herói asgardiano.

Voltando para a Terra à procura de Odin (Anthony Hopkins) às vésperas da chegada de Hela (Cate Blanchet). A poderosa deusa deve cumprir a profecia do Ragnarok e destruir Asgard. Ela começa banindo Thor para um planeta desconhecido.

Protagonista de um longa tão assumidamente bem humorado que poderia ser facilmente classificado apenas como comédia. A aventura acerta ao usar o bom humor para construir a relação entre os personagens.A começar pela competitiva amizade entre Thor e Hulk (Mark Rufalo). O gigante verde aqui é mais do que a máquina de destruição monossilábica dos longas anteriores. E a disputa entre a personalidade do monstro e seu “médico” Bruce Banner também dá um passo a frente.

Derrotas, continua sua evolução de grande vilão, para antagonista ambíguo, anti-herói em construção. Sempre apoiado no grande carisma de seu interprete e na excelente química entre Hiddleston e Hemsworth.

Se os filmes da Marvel nunca tiveram seu forte nas ameaças e suas consequências, este é o que transmite menos a sensação de ameaça e urgência justamente por causa de seu tom cômico. Por mais imponente e ameaçadora que Hela (Cate Blanchet, “divando”) pareça, a sensação é de que a malvada nunca chega nem perto de atingir o máximo de seu potencial de vilania. Apesar de matar exércitos inteiros e dizimar um planeta.

Encaixa perfeitamente com o tom abraçado pela produção, mais ágil e cômico que os dois longas anteriores do herói. O mesmo vale para a trilha sonora que traz de volta “Imigrant Song” do Led Zeppeling, já acertadamente usado nos trailers. E viaja até A Fantástica Fábrica de Chocolates de 1971, com “Pure Imagination” para apresentar o “mundo mágico” comandado pelo Grão Mestre de Jeff Goldblum. Colorido, ameaçador, meio lunático e de visual icônico a referência com Willy Wonka é uma piada divertida para os cinéfilos de carteirinha e uma boa apresentação para o personagem. Apenas a trilha incidental peca em ser intrusiva demais em alguns momento, tentando talvez imprimir uma tensão que a comédia não permite.

Taika Waititi em uma ponta como o Korg e uma Valkíria (Tessa Thompson) suprindo a necessidade de “girl power”. Heimdall (Idris Elba) está de volta, e o longa conta com a participação especial do Dr. Estranho (Benedict Cumberbach), como esperado desde a cena pós-créditos do longa do mago. Mas procure também por outras participações especiais inusitadas.

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