Vingadores Guerra Infinita


Personagens, líderes em suas aventuras solo, acompanhados de coadjuvantes carismáticos. Após algumas reuniões teste, já sabe que o encontro entre eles costuma funcionar, e planejou por muito tempo juntar todo mundo. Muito tempo mesmo! Mas como equilibrar tanta gente diferente em uma longa sessão da tarde? Dê o protagonismo para o vilão! O grande longa da Marvel em 2018, pode até ter o nome do grupo de heróis no título, mas é Thanos (Josh Brolin), quem conduz Vingadores: Guerra Infinita.

Reunir as jóias do infinito em uma manopla para ser o ser mais poderoso do universo, finalmente vem enfrentar os Vingadores. Ficou perdido com a breve sinopse aí? Pois esta é uma das poucas falhas do longa metragem, ele não funciona sozinho.

Que Vingadores: Guerra Infinita tem seu início distribuído ao longo de 10 anos, 19 filmes e até algumas séries de TV (descubra todos eles aqui), que trouxeram as pistas e peças para montar esta batalha grandiosa. São nessas obras que são apresentados todos os heróis, assim como é construída a relação entre eles. Logo, se você não tem esse conhecimento prévio, é provável que sua relação com o filme seja prejudicada Mas convenhamos.

Detalhada de suas motivações. Criar um vilão consistente e ameaçador que justifique a reunião de todos, e fuja do tradicional vilão genérico comum nas produções do estúdio é o grande acerto do longa. O Titã, é super poderoso, tem motivações que justificam suas escolhas e até são compreensíveis, mesmo que errada. E ainda é carismático na atuação de Brolin que transparece, sob o personagem de computação gráfica. É o acertado vilão que acha que está fazendo o correto, tem boas justificativas para tal, e não vai descansar enquanto sua missão não for cumprida.

Tempo de tela, e funções para todos Separando-os em jornadas distintas, o roteiro consegue sim dar uma tarefa plausível para cada um dos heróis. Talvez apenas Steve Rogers (Chris Evans), soe um pouco apagado em comparação com os outros "donos de franquias solo", justificável se considerarmos que as ações marcantes do personagem talvez tenham ficado para a segunda metade, enquanto este filme se preocupa com Stark (Robert Downey Jr.) e surpreendentemente Thor (Chris Hemsworth)! O asgardiano que nunca fora o favorito da galera, tem bastante espaço em cena, e um arco dramático bem desenvolvido. Outra que também surpreende pelo crescimento é Gamora (Zoe Saldana), a relação da moça com seu pai postiço está no cerne do arco de Thanos.

 Aliás a essência de cada um deles é respeitada, mesmo que para isso, o filme precise mudar de estilo, ou tom, em alguns momentos, os mais evidentes são as aparições dos Guardiões das Galáxia e de Wakanda. Não por acaso, as franquias mais cheias de personalidade da casa das idéias. As diferenças e diversidades, dos personagens e suas realidades, são bem encaixadas, não apenas funcionam juntos, mas também se complementam.

Quais delas são permanentes, é uma coisa a se discutir em um texto com spoilers. Mas é seguro dizer, que nem todas são, e não precisa ser especialista em quadrinhos, ou conhecer as histórias com Thanos nas páginas para deduzir alguns desfechos. Talvez isso, diminua o efeito do clímax em algumas pessoas, nada no entanto que diminua a adrenalina da jornada até então.

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