CONFIRA

Filme Joy O Nome do Sucesso


Pois, mesmo aceitando que a versão contada pelo diretor David O. Russell é assumidamente novelizada (vide o novelão "estadunidense" que abre o longa) muita coisa soa fora dos eixos nessa cinebiografia.

Futuro promissor, mas a vida tinha outros planos. A moça ficou encarregada de cuidar de todos. Uma mãe (Virginia Madsen) traumatizada pelo divórcio, um pai sem muito tato (Robert De Niro), um ex-marido (Edgar Ramírez) que não tem para onde ir, além de dois filhos pequenos e a avó.

Aquela que pode mudar vidas. Um esfregão que torce sem contato. Mas para alcançar seu sonho ela vai ter que lidar com falta de recursos para investir, de experiência empresarial, com abutres que sempre surgem ao cheiro de uma boa idéia, e até a falta de apoio e exploração da família que vive em suas costas.

Mesmo assim a empatia é difícil, com retrato exagerado das tragédias da vida cotidiana. Mesmo que assimidamente inspirado nas telenoveas que a mãe de Joy assiste compulsivamente. Vale lembrar as novelas vespertinas "estadunidenses" duram anos, sempre acuando a mocinha em uma trama impossível, artificial e rocanbolescas. Enaquanto aliena e vicia seus expectadores.

Reconhecer o peso-contra criado pela família, mantém todos á sua volta, enquanto tenta alcançar seus objetivos. A protagonista é ao mesmo tempo uma mulher lutadora incansável, e uma jovem insegura presa às opinoões alheias. Esta última disfarçada como matriarca obssessiva, quer cuidar de todos, mesmo quando estes puxam seu tapete.

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