CONFIRA

Orgulho & Preconceito HQ


Clássico da literatura (ainda preciso aprender muito antes disso). A resenha em questão pretende avaliar uma de suas adaptações, a versão em quadrinhos, que chegou este ano no Brasil pela editora Nemo.

Adaptado por Ian Edginton e ilustrações de Robert Deas. Gregório Bert, Fernando Variani são responsáveis pela versão em português. Com 144 páginas, a primeira reação de quem já conhece o romance é: toda a história.

O mesmo acontece com personagens secundários. Mary irmã do meio da protagonista, por exemplo é meramente citada em dois momentos: a introdução dos Bennet, e seu participação no embaraçoso desempenho da família no baile em Netherfield. Falta tempo para construir o universo e isso pode interferir na empatia com aquele mundo e seus moradores.

Aos conhecedores, me perdoem caso se trate de uma técnica ou estilo particular do ilustrador, mas como leitora me incomodou. Destoando demais do resto da publicação. A sensação é de que estes detalhes receberam menor atenção, especialmente quando combinados com cenários "ilustrados", além das personagens.

Família Bennet, contada pelos olhos da segunda de suas cinco filhas, Elizabeth. A grande preocupação é casar as moças e assegurar seu futuro, uma vez que como mulheres, não poderiam herdar a propriedade de seu pai. Tudo isso respeitando as complexas normas e títulos da época. Inclua aqui, bons e maus partidos, romances impossíveis, escândalos e um protagonista masculino austero e tão cheio de "orgulho e preconceito", quanto a mocinha. A atração improvável do Sr. Darcy e Elizabeth tem feitos jovens suspirarem por gerações, além de levantar temas como diferenças sociais, construção de caráter, o papel da mulher, entre outros.

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