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Coronavírus quedas na bolsa de valores


Bolsa de Valores nos últimos dois anos. O mecanismo de circuit breaker, quando as operações são suspensas por quedas muito expressivas, chegou a ser acionado quatro vezes em dois dias, algo nunca visto antes. Duas paradas das negociações no mesmo dia não eram registradas desde a crise de 2008. Essa está sendo a primeira crise com grande escalada de pessoas físicas no mercado de ações.

Muito distante, havia sido acionado pela última vez no Joesley Day em 2017, quando veio à tona a delação do sócio da JBS, Joesley Batista. Mas dessa vez o pânico é global, provocado pelas projeções dos efeitos que a pandemia do novo coronavírus terá na economia real e a queda de braço entre sauditas e russos sobre o preço do petróleo. A queda semanal de 15,63% foi o pior desempenho para o período desde 2008, e o índice que bateu na trave dos 120 mil pontos em janeiro, hoje está em 82.678 pontos. As empresas listadas na B3 já perderam mais de R$ 1 trilhão em valor de mercado este ano.

Fernanda Freitas, 38 anos, se desfez dos papéis que apresentavam maiores baixas. “Deixei apenas as ações de uma empresa que paga dividendos, justamente já pensando em mais possíveis quedas. Agora, estou só monitorando as poucas ações que deixei, desde o início da semana já não compensaria nem mais vender elas, eu perderia mais dinheiro”, analisa.

Se surpreendeu com a reviravolta do cenário. “É como um cassino, por mais que os analistas façam projeções, é tudo muito incerto. Acredito que alguma hora o mercado reagirá, eu espero um dia recuperar, pelo menos, o valor que eu paguei.

Pede paciência aos novos investidores, já que a única certeza do mercado de ações é a volatilidade. “O histórico de investimentos em ações mostra casos recentes: o Joesley Day, depois a questão da greve dos caminhoneiros. Em todos esses momentos, tivemos uma queda forte da Bolsa, que, posteriormente, se acomodou. O brasileiro tem que entender que, ao investir em ações, ele se torna sócio da empresa, de uma forma mais democrática. É a menor participação que pode existir. E se tornando acionista é preciso buscar a melhor estratégia de acordo com seu perfil, se será em uma única empresa ou um portfólio de ações”, destaca.

Mauro Chuairi afirma que para entrar no mercado de ações é preciso estar vacinado. “O brasileiro estava acostumado a deixar o dinheiro parado no banco, e todo mês olhava e tinha aumentado um pouquinho, um perfil de DNA conservador. Tanto que, a quantidade de dinheiro de pessoas físicas nos bancos é, praticamente, 75% na poupança e o restante na renda fixa. Mas essa mudança já aconteceu no mundo inteiro e agora está acontecendo aqui. Quem tem um acesso melhor já entendeu que a renda fixa, hoje, não vai multiplicar seu patrimônio. Isso porque considerando inflação e quedas na Selic, esse rendimento caiu para zero”, explica.

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