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Eduardo Leite Ninguém vai pagar para ver


Eduardo Leite (PSDB-RS), corre contra o tempo para que seu Estado fique mais estruturado à medida que a epidemia de coronavírus chega. Com uma população de 11,3 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul conta, até o momento, com 226 infectados e duas mortes por Covid-19, bem longe de São Paulo, que soma 1.451 casos e 98 mortes para uma população de mais de 45 milhões de paulistasAtento à evolução da pandemia no país e no mundo, Leite marcou rapidamente posição antagônica ao presidente Jair Bolsonaro assim que ele começou a pleitear o isolamento vertical, que restringiria o deslocamento apenas os idosos, deixando os mais jovens retomar o trabalho. “Tomaremos decisões com base em evidências, ouvindo epidemiologistas e a partir de estatísticas de como o vírus se propaga aqui”, afirma Leite, em entrevista por telefone.

Ajuda ao governo federal, mas lembrando que continuarão seguindo a ciência antes de relaxar o isolamento que foi imposto em seus Estados. Leite está empenhado em iniciar testes com apoio de epidemiologistas da Universidade de Pelotas. Segundo o jornal Zero Hora, a experiência pode vir a ser replicada no país todo. Leite, que já foi cogitado como presidenciável para 2022, se preocupa também com a economia, mas o que ele quer é ganhar tempo para os momentos mais agudos que podem vir com a pandemia. Por isso, precisa de tempo para se planejar.

Esforço neste momento de restrição é retardar o contágio para viabilizar a estrutura suficiente para atender os casos que se agravarem. Para a retaguarda hospitalar, de UTIs, Hoje, temos cerca de 1000 leitos no sistema público de saúde do Estado. Nosso plano de contingência projeta incremento de 22% de leitos de UTI. São 216 leitos do SUS. Mas parte desses equipamentos precisam ser instalados, leitos estruturados. Tem a entrega de fornecedores. Precisa de tempo para instalar essa estrutura. Por outro lado, estamos tendo dificuldade de encontrar no mercado os EPI [equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde]. Há 400.000 máscaras encaminhadas ao Estado. Começa a surgir perspectiva de receber também testes PCR [para detectar o coronavírus] para nossos profissionais de saúde primeiro, e de segurança pública na sequência. Até aqui 90% dos testes dão negativos. E a gente não pode deixar em quarentena pessoas nesses dois setores.

Universidade de Pelotas, que tem um corpo de epidemiologistas bastante reconhecido, para entender de que forma o vírus se esparrama. Estamos estudando a circulação de pessoas no Estado, fluxos, perfis, junto a empresas de tecnologia, dentro de um comitê de dados estatísticos, para entender e tomar as decisões, com base em evidências. Só então definiremos a extensão de distanciamento social, a partir de dados que nos apresentarão sobre a forma de disseminação do vírus no Estado.

Bolsonaro de flexibilizar o isolamento, afastando os idosos do convívio social e liberando os mais jovens.

Médica no mundo que tem sido implantada é de distanciamento social. É o que que os governadores vão manter. Até que tenhamos clareza de qual é a curva de contágio [do coronavírus], e como ela vai se comportar, e a estrutura efetivamente a se instalar, não faz sentido. Sem ventiladores e UTIs estruturadas, para garantir o funcionamento dessas unidades, para casos mais complexos, tudo seria irresponsabilidade. O presidente infelizmente tem adotado essa postura, mas há na sua própria equipe, no Ministério da Saúde e Economia, sinais que devem ser feitos outros movimentos. A postura do presidente da República não avançam no Congresso. Temos ali um aliado em relação ao pacto federativo. Essas não são decisões unilaterais.


FONTE: Brasil Elpais

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