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Encontros on-line refúgio inesperado


Promete que não vai marcar encontro com ninguém: “Com o coronavírus, fico com vontade de falar com outras pessoas”. Ana, de 35 anos, optou pelo sexting: envia mensagens e vídeos sexuais gravados por ela, em troca de material semelhante. Luis, de 34, entra diariamente no Grindr e faz contato com outros homens, “para alimentar a imaginação”. Outros, em menor quantidade, violaram o confinamento obrigatório na Espanha decretado para não propagar a pandemia para terem um corpo a corpo. “Não pude resistir”, admite Carlos, de 48 anos. “É uma maneira de liberar ansiedade e era do lado de casa”, justifica.

Videochamadas e dos áudios picantes. Começou trocando mensagens românticas com um garoto com quem tinha se encontrado duas vezes antes da pandemia, mas outro dia acabou se telemasturbando com um italiano com quem deu match: “Antes eu não gostava de sexting, mas é preciso se adaptar.

Cada vez há mais conversas entre usuários, o que evidencia a importância das relações emocionais e não só das físicas”, conclui um porta-voz da empresa que, desde início do alerta sanitário, registrou um aumento de 10% no intercâmbio de mensagens em toda a Europa. Algo parecido ocorreu no Tinder, onde o crescimento foi mais acentuado: até 25% mais interações diárias com relação a uma semana normal, tanto na Espanha como na Itália.

Pablo Rodríguez Fuentes, 25 anos, é fundador do FaceDate (4.000 usuários). Começou a funcionar há pouco mais de um mês, mas já notou um aumento da atividade “de mais de 35%”. “Além disso, agora, os usuários demoram pouquíssimos minutos para responder: estão mais pendentes, embora não possam se ver fisicamente”, conta.

Aplicativos. Estefi, 27, define-se como “negativo para coronavírus, positivo para sacanagem”. Alex, 29, diz estar “procurando algo que fazer depois da quarentena para perder os quilos que vou ganhar”. E Raquel, 27, vê uma oportunidade na crise: “Tímidos e tímidas do mundo, este é o nosso momento.

Assim Pedro, novato no Tinder enquanto sua namorada passa a quarentena com sua família, diz que o usa “exclusivamente para falar com outras garotas”. “Simplesmente fico entediado”, justifica. Juanma, de 34, virou fã das “videochamadas picantes” desde que o isolamento começou. “Só procuro sexo neste aplicativo, e como não posso praticá-lo ao vivo uso a câmera”.


FONTE: Brasil Elpais

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