CONFIRA

Identificada nova partícula subatômica


Trata-se de uma partícula subatômica chamada d-Estrela Hexaquark que, segundo apontaram simulações e cálculos realizados por físicos da Universidade de York, no Reino Unido, quando se condensa em grupos, parece se encaixar no modelo requerido para explicar a existência da misteriosa matéria escura.

Explicar a existência de algo no Universo criando mais massa do que pode ser observado de forma direta uma vez que esse “algo” não emite, absorve ou reflete qualquer tipo de radiação eletromagnética. No entanto, os cientistas sabem que essa “entidade” está lá porque os seus efeitos gravitacionais são bastante fortes e podem ser detectados. Tanto que, segundo as estimativas, até 85% da matéria no Universo poderia ser composta por esse elemento misterioso.

D-Estrela Hexaquark ou simplesmente d*(2380). Como o próprio nome sugere, trata-se de uma partícula subatômica composta por 6 quarks, que são partículas fundamentais que, normalmente, se combinam em grupos de 3 para formar os prótons e os nêutrons.

São chamadas de bárions e formam a maior parte da matéria que pode ser observada no Universo, como estrelas e planetas – incluindo você, caro leitor. Mas os bárions podem se combinar, dando origem aos dibárions que, basicamente, são os tais hexaquarks dos quais estamos falando.

Recentemente, em 2014, e precisamos confessar que foram observadas apenas poucas vezes. No entanto,essas partículas também consistem em bósons – o que significa que elas pertencem a uma classe que se comporta conforme previsto no modelo Bose-Einstein – e os cálculos apontam que, quando elas se condensam em grupos poderiam formar a matéria escura.

Quando uma nuvem de gás de baixa densidade composta de bósons é resfriada quase ao zero absoluto – e os átomos param de se movimentar e ficam praticamente estáticos. E, conforme apontam os modelos criados pelos pesquisadores, se um gás com essa composição se formou nos primórdios do Universo, quando o cosmos passou por uma fase de resfriamento intenso depois do Big Bang, então os condensados poderiam ter formado o que hoje se detecta como matéria escura.

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