CONFIRA

Coronavírus provocará entre 100.000 e 240.000 mortes nos EUA


Explicou a doutora Deborah Birx, coordenadora de resposta à pandemia: desde que sejam mantidas as diretrizes de distanciamento social. Respeitá-las, afirmou Donald Trump, “é uma questão de vida ou morte”. “Vamos passar duas semanas muito difíceis”, alertou o presidente. “Será doloroso, muito doloroso durante duas semanas.”

Grave que já realizou, no dia em que o número de mortos por coronavírus nos Estados Unidos ultrapassou o dos que morreram nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Nesta terça-feira à tarde o número de casos confirmados de Covid-19 no país superava os 183.000 e o coronavírus havia causado mais de 3.700 mortes, número que triplicou desde quinta-feira.

Sucesso ou o fracasso depende do rigoroso respeito às medidas de distanciamento. “A mitigação é a resposta”, disse o epidemiologista Anthony Fauci, homem-chave na estratégia da Casa Branca contra o coronavírus. “Os 15 dias de mitigação tiveram efeito. A razão pela qual sabemos que precisamos fazer mais 30 dias é que agora é o momento de não tirar o pé do acelerador, mas de pisar ainda mais.”

Começar a levantar as medidas até 12 de abril. “Adoraria ter o país aberto para o domingo de Páscoa”, disse ele. “O remédio é pior que a doença”, acrescentou, referindo-se ao colossal dano econômico que as medidas já estão provocando. A crua realidade se encarregou de frustrar seus planos.

Distanciamento social para retardar a propagação do vírus. Birx e Fauci discutiram a importância do fato que os Estados que ainda não experimentaram a aceleração de casos de Nova York (75.800) ou Nova Jersey (18.600) atuem já para achatar a curva de expansão do vírus. “Não aceitamos esses números”, disse Fauci, referindo-se às entre 100.000 e 240.000 mortes que prevê o modelo que contempla as medidas de distanciamento.


FONTE: Brasil Elpais

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