CONFIRA

Governos europeus testam diferentes


Diferente do de outros sócios europeus, como a França e a Itália. O programa espanhol para a desescalada do confinamento geral, oficialmente batizado de “plano de transição para uma nova normalidade”, não terá datas precisas para a reabertura de comércios, praias ou bares, como acontece em outros países. Mas inclui um prazo muito importante: o Executivo quer que toda a desescalada esteja concluída em oito semanas, no final de junho, segundo o presidente do Governo (primeiro-ministro), Pedro Sánchez.

Distanciamento social” e a obrigação de usar uma máscara em locais públicos. Os austríacos suspenderão o confinamento em 1º de maio, mas os estabelecimentos de gastronomia e hospitalidade poderão reabrir apenas nos dias 15 e 29 do mesmo mês, respectivamente. A obrigação de manter uma distância mínima de um metro entre as pessoas, além de cobrir o nariz e a boca em lojas e transportes públicos, seguirá imposta.

Primeiro poderão abrir lojas e salões de cabeleireiro. A partir desse dia, os cidadãos poderão se reunir em grupos de até 10 pessoas e sair de casa sem precisar enviar uma mensagem de texto para o número 13033, criado pelo Governo grego para monitorar cada cidadão durante o confinamento. A Noruega reabriu as escolas para mais novos nesta segunda-feira. Uma semana após a reabertura do barnehager (pré-escola), crianças entre seis e dez anos poderão retornar às aulas, embora limitadas a 15 alunos por sala de aula. Os suíços, por sua vez, poderão voltar aos salões de beleza graças à reabertura de algumas lojas na segunda-feira, com a condição de manter as medidas de distanciamento.

As lojas poderão reabrir, mas não os bares, restaurantes, cinemas ou teatros, que terão que esperar por uma segunda fase ainda a ser determinada. Os alunos do ensino fundamental e aqueles que ainda frequentam jardins de infância também podem começar a frequentar as aulas voluntariamente, mas ainda não os alunos do ensino médio, que o farão em uma segunda fase e provavelmente regionalmente. Até as reuniões privadas ficarão restritas a um máximo de dez pessoas, de acordo com o plano de retirada de escala apresentado nesta terça-feira pelo primeiro-ministro Édouard Philippe.

Quatro fases (numeradas de zero a três), sem datas concretas para cada passo. “A desescalada será gradual, assimétrica e coordenada. Nós a faremos por fases, a unidade será a província ou a ilha, não haverá mobilidade entre províncias ou ilhas”, resumiu Sánchez ao explicar o plano em entrevista coletiva. A ideia, portanto, é recuperar o movimento pouco a pouco, mas sem deslocamentos entre as 50 províncias espanholas enquanto não terminar a etapa de desescalada, no fim de junho. Serão autorizados deslocamentos interprovinciais para trabalhar, como já acontece agora, e em situações excepcionais, como ir a um velório.O que os cidadãos não poderão fazer, disse Sánchez expressamente,é viajar a suas residências de veraneio se esta ficarem em outra província.

Possam vender comida para levar, por exemplo, ou treinos individuais em academias para esportistas profissionais.No caso dos restaurantes, poderão oferecer mesas ao ar livre com redução da capacidade máxima. Na fase 1, na reabertura dos comércios, haverá horários especiais para a população mais vulnerável, como os idosos.Na fase 2 serão abertos, por exemplo, os estabelecimentos com garantias de separação.

Processo seletivo para universidades ou ajudas a pais que tenham que ir trabalhar. Tudo está detalhado no texto do Governo. Assim, em assuntos de cultura, uma questão especialmente sensível, será autorizada na fase zero a reabertura de livrarias, como na Itália; em seguida, na fase 1, seria a vez dos museus, com um terço de sua capacidade, e de eventos ao ar livre para até 200 pessoas, sempre que estiverem distanciadas. Também voltariam algumas filmagens com medidas de proteção. Na fase 2 abrirão cinemas, teatros e salas de exposições e espetáculos ao ar livre para até 400 pessoas, ou 50 em lugares fechados. E já na fase 3 os cinemas e teatros poderão passar a 50% da capacidade. Este é o ritmo que o texto propõe. E sempre que se possa garantir a separação.

Portanto,segundo o presidente, no fim de junho se chegaria à “nova normalidade”, isto é, justamente quando começa a alta temporada do verão.A desescalada começará já na próxima segunda-feira, 4 de maio, em pequenas ilhas como La Graciosa, Hierro e La Gomera, no arquipélago das Canárias, e Formentera, nas Baleares, que passarão diretamente à fase 1. As demais localidades terão que esperar até 11 de maio para ver se podem passar ou não a essa fase.


FONTE: Brasil Elpais

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