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Pandemia é entrave para 28,6 milhões de brasileiros



Também pode estar ligado à crise sanitária, que já deixou mais de 45.000 mortos no país. Outras 10,9 milhões estavam desempregadas e, mesmo procurando, não conseguiram uma ocupação. Com isso, o país alcançou a marca de 28,6 milhões de pessoas que queriam um emprego, mas enfrentaram dificuldades para conseguir uma colocação no mercado. Os dados são os primeiros resultados da PNAD Covid-19 divulgada nesta terça-feira, 16, pelo IBGE. O levantamento é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) realizada com apoio do Ministério da Saúde, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

Estivessem em idade para trabalhar, o que significa que menos da metade (49,5%) da população economicamente ativa tinha uma ocupação no mês passado. Embora a publicação desta terça-feira não possa ser comparada com outras metodologias, a Pnad Contínua, publicada em maio, já tinha revelado uma queda recorde de 5,2% no trimestre encerrado em abril da população ocupada, que encolheu de 94,1 milhões de pessoas para um total de 89,2 milhões de empregados em 3 meses.

Este percentual representa um contingente de 14,6 milhões de pessoas. No início do mês passado, esse número era ainda maior. Na primeira semana de maio, eram 16,6 milhões nesta condição, o que representava 19,8% do total de pessoas ocupadas no país. Ao longo do mês, o número de afastamentos reduziu cerca de 2 milhões um sinal provável da abertura comercial em várias cidades do país. Maria Lúcia Vieira, gerente da pesquisa, afirmou que este afastamento não se refere a licença médica por conta do coronavírus: são trabalhadores que deixaram de trabalhar, seja porque tiveram o contrato suspenso ou porque o estabelecimento onde trabalha ficou fechado.

34,5% na última, com redução de 870.000 postos informais. “A informalidade funciona como um colchão amortecedor para as pessoas que vão para a desocupação ou para a subutilização. O trabalho informal seria uma forma de resgate do emprego, portanto não podemos dizer que essa queda é positiva”, afirma o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, complementando que é necessário aguardar os próximos resultados para avaliar com mais precisão o impacto da pandemia nesse grupo.

Trabalhando remotamente aumentou. A pesquisa estimou que 13,4% da população ocupada (ou 8,8 milhões) fizeram o chamado home office na última semana, ante 13,2% (ou 8,6 milhões) na primeira semana.

10,5% da população brasileira, um contingente de 22,1 milhões de pessoas, apresentaram pelo menos um de 12 sintomas associados ao coronavírus na semana de 24 a 30 de maio. Desse grupo, 3,6 milhões de pessoas procuraram um estabelecimento de saúde. A maioria dos atendimentos, mais de 80%, foram na rede pública de saúde.

2.000 agentes do IBGE, que levantam informações, por telefone, de 193,6 mil domicílios distribuídos em 3.364 municípios de todos os Estados brasileiros. A divulgação desta terça-feira inclui os dados das primeiras quatro semanas de coleta, que se estendeu de 10 de maio a 6 de junho, tendo como referência o mês de maio. A partir do próximo dia 26, as divulgações passarão a ser semanais, começando pela semana referente a 31 de maio a 6 de junho.


FONTE: Brasil Elpais

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