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Pensa Juanma Lillo, guru e agora auxiliar


Aplicada ao espanhol Juan Manuel Lillo. Tido por Pep Guardiola como sua principal influência junto a Johan Cruyff, ele é treinador há trinta anos, passou por Espanha, México e Colômbia, foi comentarista televisivo e auxiliar de Jorge Sampaoli até finalmente reencontrar seu admirador - agora como novo auxiliar técnico no Manchester City.

Jamais venceu um título em 26 anos de carreira. É o que ele pensa e o que fala que influencia gente como Juan Carlos Osorio, Luís Enrique, Pochettino e Sampaoli e o tornou uma espécie de "técnico cult" para quem gosta de ver o lado tático do futebol e aprecia o estilo do Barcelona. Ele é o "inventor" do jeito Marcelo Bielsa de ser, até por ter começado cedo: virou técnico aos 17 anos, e depois de dois acessos com o Salamanca, se tornou o treinador mais jovem a treinar um time profissional na Espanha: apenas 29 anos.

Contra times ricos era uma marca de Lillo. Um desses duelos foi em 1998, quando o Tenerife venceu o estrelado Valencia de Claudio Ranieri. Mais que o resultado, era a forma que chamava a atenção: atacando e mostrando um grande domínio tático e físico sobre o adversário. Tudo com pouco tempo de treino e jogadores considerados fracos, mas que compravam rápido a ideia. O apreço dos comandados é tanto que, em 1996, o elenco do Salamanca publicou uma carta contra a demissão de Lillo, pedindo seu imediato retorno.

Nada pode ser descontextualizado. Como você vive, o que você é, a importância que você dá para os relacionamentos, suas interações, reações...tudo isso afeta como um time joga", declarou em entrevista ao The Blizzard. É um jeito tão diferente - e empático - de ver o jogo que cai até na questão da mudança social. Lillo batia na tecla de que se seus jogadores manejassem melhor a bola, poderiam ir a clubes maiores e fazerem suas famílias melhorarem de vida.

Humanidade (ou falta de) em algumas pessoas. Mas era uma mistura nova na década de 1980. Haviam poucos pensadores, filósofos de jogo - Manuel Sérgio ainda estava restrito a Portugal, e a Espanha tinha Ángel Cappa como seu "guru". Lillo foi o primeiro a trazer essa conversa pro campo. Em 1992, Lillo anunciava que havia desenvolvido um novo sistema de jogo, pautado na distribuição espacial de seus jogadores e com apenas um atacante: era o 4-2-3-1, invenção que ele não confirma, nem nega.


FONTE: GLOBO ESPORTE

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