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Fracassa a primeira tentativa de retorno



Fluxo das partidas, nos arredores de Assunção. O experimento foi um fracasso. No que deveria ser o primeiro ensaio de retomada das competições nacionais após a suspensão imposta pelo coronavírus, o campeonato paraguaio tropeçou na confusão, na pressa e nos perigos de contágios que rodeiam o regresso desse esporte: dezenas de casos positivos em três clubes forçaram a associação de futebol local a adiar a data, programada para este fim de semana.

Retorno do futebol ou para uma ameaça à saúde de jogadores, treinadores, médicos e auxiliares de seus clubes. Além da tentativa de restaurar a normalidade no Paraguai, que em princípio adiou seu retorno para a próxima quarta-feira, dia 22, outros países já têm datas confirmadas, embora sempre na dependência da evolução da pandemia: a bola rolará de novo no Equador em 29 de julho, o calendário no Peru será retomado em 7 de agosto, e Uruguai e Brasil marcaram partidas para o dia 8 do próximo mês.

Serviu para pressionar equipes dos demais países a retornarem aos treinos nos últimos dias. Alguns clubes da Colômbia e Venezuela voltaram a treinar na semana passada, os do Chile começaram nesta sexta-feira e os da Argentina e Bolívia se unirão a eles no início de agosto. A América Latina poderá manter as fronteiras fechadas para seus cidadãos, mas não para seus jogadores de futebol.

Paraguai foi suspensa na manhã do mesmo dia em que deveria acontecer. Logo no início da sexta-feira, a associação local anunciou que 52 pessoas de três times ― San Lorenzo, 12 de Octubre e Guarani ―, haviam testado positivo na noite de quinta-feira. Na grande maioria, os afetados não são jogadores, mas membros da equipe técnica dos clubes. Os testes feitos por três árbitros foram inconclusivos. As autoridades decidiram realizar novos protocolos de controle e acreditam que o torneio possa ser retomado no meio desta semana.

General Díaz-San Lorenzo e o Sportivo Luqueño-Olímpia, que iriam ser disputados em Luque, nos arredores da capital Assunção, e também sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Do prédio comandado por Alejandro Domínguez basta andar 800 metros para chegar ao estádio do General Díaz e mais três quilômetros até o estádio do Sportivo Luqueño. Quem caminhar, claro, terá de usar máscaras e respeitar o distanciamento social. Embora Paraguai e Uruguai sejam os dois países da América do Sul com o menor número de casos de coronavírus, Luque foi declarada em emergência de saúde na semana passada por causa de um surto: 40 funcionários de um supermercado na cidade-sede da Conmebol testaram positivo.

Proprietários de direitos televisivos, a própria Conmebol confirmou na sexta-feira passada que as competições internacionais voltarão em breve: a Copa Libertadores 2020, interrompida em 11 de março, retornará em 15 de setembro. “Definiram uma data um tanto arbitrária”, reclamou o ministro da Saúde da Argentina, Ginés González García.

Brasil, o país com o segundo maior número de mortes no mundo, e receber os brasileiros nos estádios de suas respectivas cidades. Ainda não está claro se o retorno da Copa Libertadores será realidade dentro de algumas semanas ou continuará como um desejo da Conmebol.

Embora a Federação do Equador mantenha a quarta-feira, 29, como data do regresso, o forte avanço do vírus em Quito já alterou parte do cronograma. Dos dois amistosos programados para a próxima semana como simulacro para aplicar o protocolo ― um em Guayaquil e outro em Quito ―, o da capital equatoriana foi adiado e será redefinido. As autoridades equatorianas farão a avaliação final após os dois ensaios.


FONTE: Brasil Elpais

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