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Terra está acelerando a inversão de seus polos



Radiação letal do Sol e mantém coesa a nossa atmosfera; sem ele, não haveria vida na Terra.

Polo norte magnético nem sempre esteve no polo norte geográfico. Os cientistas já sabem que eles novamente estão se invertendo, mas o que eles descobriram agora é que isso está ocorrendo dez vezes mais rápido do que se imaginava, segundo uma pesquisa publicada agora.

Gary Glatzmaier e o matemático Paul Roberts criaram um modelo de campo magnético autossustentável. Simulando a passagem de 36 mil anos, ele acabou invertendo seus polos, mostrando exatamente o que os cientistas veem hoje: antes de uma reversão, o campo magnético torna-se irregular e enfraquece drasticamente.

Lado norte de um ímã apontaria; as áreas em laranja, o sul. O oval grande representa a direção do magnetismo na superfície da Terra, e o pequeno, abaixo, a direção na superfície do núcleo do planeta.

Análise de amostras de sedimentos marinhos, fluxos de lava resfriada, bem como estruturas e artefatos humanos mostram que as reversões do campo magnético da Terra acontecem a cada 250 mil anos – a última vez ocorreu há 780 mil anos, então a próxima está muito atrasada.


Superfície da Terra. As interações entre o núcleo e o campo magnético são complexas. No núcleo, o fluxo de ferro fundido torce e estica o campo magnético que, por sua vez empurra o fluxo, resistindo às distorções que experimenta”, explicou ao site Live Science o principal autor do estudo, o geofísico Christopher Davies, da School of Earth and Environment da University of Leeds, no Reino Unido.

Decaindo, o que significa que o planeta se prepara para girar seus polos magnéticos. Davies e também a geofísica Catherine Constable, do Scripps Institution of Oceanography, usaram um novo modelo do campo magnético, com dados coletados sobre os últimos 100 mil anos.

Mudar de direção em até 10 graus por ano em zonas onde ele está enfraquecendo – dez vezes mais rápido do que o previsto em modelos anteriores e cem vezes mais do que o observado nos últimos cem anos.

Altas latitudes; da flutuação do campo, que “anda” pelo globo; e pelo enfraquecimento de um ponto, já há muito tempo, na região entre a África e a América do Sul, conhecida como Anomalia Magnética do Atlântico Sul, onde a intensidade de radiação é mais alta do que em qualquer outra área do planeta (o telescópio espacial Hubble, por exemplo, não faz observações quando está passando sobre essa região).


FONTE: TECMUNDO

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