CONFIRA

Maior estudo realizado em acampamentos

 


Capacidade de transmissão do coronavírus mais baixa, até seis vezes menor, do que a da população em geral ao seu redor.

Feito até hoje sobre a dinâmica da transmissão do vírus em menores de idade. A pesquisa é realizada por uma equipe do hospital infantil Sant Joan de Déu, da capital catalã. Os autores optaram pelos acampamentos de férias por serem “ambientes assimiláveis ou semelhantes aos das escolas”, com uma convivência muito próxima e intensa entre os participantes.

Delas é que nos acampamentos quase todas as atividades costumam ser ao ar livre e, além disso, os grupos eram de no máximo 10 crianças, de acordo com as instruções fixadas pela Generalitat.

Entre crianças e monitores de 22 atividades de verão na área de Barcelona, em um entorno urbano”, explicou o chefe da Pediatria do hospital, Juanjo García. “Todas as semanas um grupo de funcionários do hospital viajava para o acampamento e coletava amostras de saliva para realizar um PCR”, acrescentou. Esse tipo de exame de rastreamento tem sido uma das novidades do estudo, pois geralmente é feito por coleta com swabs de nasofaríngeo.

Observa Iolanda Jordan, a pesquisadora principal. “Essas crianças tiveram 253 contatos que eram meninos e meninas de seus respectivos grupos de convivência. Apenas 12 contágios ocorreram a partir delas, o que representa 4,7% e uma taxa de reprodução R de 0,3. É uma taxa R baixa, seis vezes menor do que a R que encontramos na população em geral, que oscilava entre 1,7 e 2 ″, acrescentou Jordan em relação aos bairros em que ocorreram os acampamentos de verão.

Crianças menores de 12 anos têm a mesma capacidade de transmissão que aquelas entre 13 e 17 anos”, diz Jordan.

Correlação direta entre a incidência na população em geral e os casos-índice que encontrávamos nos cursos de férias de verão” realizados nessas mesmas áreas. “Isso nos leva a pensar que o papel das atividades de verão [na transmissão do vírus] tem sido realmente muito baixo”, argumentam.

Explica Jordan. “Se fizermos as coisas com uma série de estratégias, a importância de abrir as escolas provavelmente será pequena [na incidência geral da doença] e poderemos abri-las de forma segura e com as taxas de transmissão mais baixas possíveis”, acrescentou.

No primeiro caso, esses grupos fechados não só “ajudaram a ter essas baixas taxas de transmissão”, mas, uma vez detectado um caso, tornaram mais fácil a “rastreabilidade dos contatos” e permitiram decretar “quarentenas mais seletivas”.

Em que esta lavagem era feita com mais frequência, e especificamente mais de cinco vezes por dia, as taxas de infecção eram nulas ou mais baixas e, portanto, essa é uma medida muito importante a ser considerada”.

Ressaltou que “se trata provavelmente do estudo mais importante em nível internacional, que mobilizou mais de 60 pessoas nestes últimos meses”. Ele também destacou “o esforço” para obter estes primeiros resultados ainda antes do início do ano letivo, de forma a apresentar dados para o desafio que a volta às aulas representa.

Acrescentou, já foram apresentados à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao Centro Europeu para o Controle e Prevenção de Doenças (ECDC).

Papel deste grupo populacional na dinâmica de transmissão do vírus. “Em junho já vimos os resultados do primeiro estudo domiciliar, no qual observamos que nas famílias em que o pai ou a mãe tiveram covid-19 as crianças são contagiadas em proporção semelhante à dos adultos”, explicou Del Castillo, embora nesses casos a infecção se apresente de forma muito mais branda.



FONTE: Brasil Elpais

Postar um comentário

0 Comentários