CONFIRA

Mais 22 ex-presidentes e premiês aderem

 


Movimentação do alto representante europeu para Política Externa, Josep Borrell, que no final de julho encaminhou carta a todos os países com capital no banco para propor o adiamento do processo para depois das eleições presidenciais dos Estados Unidos, uma ação apoiada poucos dias depois por vários Governos latino-americanos, incluindo os da Argentina, Chile e México, obteve nesta terça-feira a adesão de 22 ex-presidentes de países americanos, europeus e asiáticos.

Profunda sobre o papel do BID, sua liderança e a resposta institucional apropriada para a recuperação da crise da covid-19″. Embora não mencionem explicitamente, o adiamento também impediria Donald Trump de levar à presidência da instituição um de seus colaboradores mais próximos e membro proeminente da ala do Partido Republicano com posição linha dura em relação a Cuba e Venezuela, Mauricio Claver-Carone, rompendo a norma não escrita que diz que a presidência da organização deve ficar em mãos de um latino-americano. Se o democrata Joe Biden vencer as eleições nos Estados Unidos em novembro as pesquisas o situam como um claro favorito,praticamente ninguém duvida de que ele tentará moderar os ânimos e renunciará a apresentar um candidato ao órgão.

Felipe Calderón, sugerem a nomeação de um presidente interino que mantenha as rédeas do BID até meados do primeiro semestre de 2021, como já acontece na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Atendemos ao chamado do vice-presidente e alto representante da União Europeia, vários Governos latino-americanos, ex-presidentes, ministros de Relações Exteriores, deputados e acadêmicos da região. A América Latina está atravessando um dos capítulos mais dramáticos de sua história recente, dadas as consequências devastadoras da pandemia,e o BID é uma das instituições multilaterais mais importantes. A decisão de quem deve liderar a organização nos próximos cinco anos é, portanto, uma das mais relevantes para o presente e o futuro da região”, destacam os ex-presidentes, entre os quais está a candidata ao comando do BID, a ex-presidenta da Costa Rica, Laura Chinchilla. “Uma decisão apressada poderia acabar enfraquecendo a instituição justamente quando a América Latina e o Caribe mais precisam dela.

For realizada na data inicialmente fixada (12 de setembro), Claver-Carone tem todas as condições para assumir o comando do BID por ter obtido o apoio inicial de parte substancial dos países que fazem parte da capital da organização, incluindo Brasil e Colômbia. Mas, com três das cinco maiores economias latino-americanas defendendo o adiamento do processo (México, Argentina e Chile) e a pressão europeia fazendo sua parte, hoje o adiamento parece mais próximo do que nunca.





FONTE: Brasil Elpais

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