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Surpresas na Liga dos Campeões


Continente tenha seus muitos problemas, também é verdade, mas é outra história. Nessa edição da Liga dos Campeões, por exemplo, a surpresa ficou por conta de Leipzig e Lyon, que alcançaram as semifinais (que começam hoje; aqui todas as informações), mas suas inesperadas campanhas não subvertem o fato de que a Libertadores continua sendo bastante mais democrática.

Enquanto no continente sul-americano foram 28 clubes diferentes. Aqueles que chegaram na antessala do sonho na Europa representavam seis países, em um total de 54 confederações, e na América do Sul foram nove nações respresentadas entre as onze que participaram (incluindo o México, nosso amigo folgado). Apenas o Perú e a Venezuela não classificaram nenhum semifinalista na última década.

Barcelona (cinco). Recordista em presenças entre os quatro melhores, os merengues ficaram ausentes justamente das últimas duas edições. Vale notar também que o dimínio de uns poucos se faz notar mesmo que as últimas temporadas do maior perrengue futebolístico do Velho Continente tenham apresentado, nos últimos dez anos, a presença de novatos (Monaco, Tottenham, Leipizig) e de alguns velhos conhecidos há bastante tempo ausentes (Ajax e Liverpool, por exemplo). Ao vencer o Manchester City, sempre favorito e sempre derrubado, o valeroso Lyon alcançou a semifinal pela segunda vez (a primeira havia sido em 2009/2010), o que também sucedeu com o PSG, o rico que sonha alto (que havia chegado em 1995).

Fase do torneio (quatro vezes cada um), enquanto o Tricolor gaúcho chegou por ali nas últimas três edições. Ou seja: precisamos urgentemente retomar a nossa desorganização financeira y administadora e permitir que se repita algo como a épica semifinal de 2014, com quatro clubes jamais campeões: Bolívar (BOL), Nacional, o Querido (PAR), Defensor (URU) e San Lorenzo (ARG), que enfim sairia da fila libertadora.

Havia uma semifinal sem clubes da Espanha, Inglaterra ou Itália (o campeão, nesse caso, foi o Estrela Vermelha, pois o mundo era definitivamente outro também no futebol). A última vez sem Messi ou Cristiano Ronaldo aconteceu em 2004/2005. Já na América do Sul, nas últimas três temporadas, a hegemonia entre Brasil e Argentina nas semifinais teve como intruso apenas o Barcelona (EQU), em 2017. E nunca aconteceu, na história da competição, uma semifinal sem clubes argentinos ou brasileiros.

Foram nove campões diferentes, pois apenas o River Plate alcançou duas conquistas. Na Liga dos Campeões, devido ao imperialismo dos blancos de Madrid, que venceram quatro vezes, tivemos apenas seis campeões. O Barcelona, mesmo com o maior jogador da era pós-moderna e pós-verdade, conquistou o título "apenas" duas vezes.

Craques sul-americanos vão cedo demais e nosso times talvez tenham algumas vergonhas demais, mas que pelo menos a cada manhã de janeiro um torcedor de Medellín ou Belo Horizonte talvez acorde pensando que pode ser campeão da Libertadores no fim daquela temporada. E quem somos nós para lhe dizer que não tem razão.


FONTE: GLOBO ESPORTE

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