CONFIRA

Volta às aulas no mundo tem nervosismo

 


Mesmo que, em muitos casos, este sinal seja mais um desejo do que realidade. Com o ano letivo no hemisfério norte começando agora em setembro, aumentam os esforços governamentais para criar medidas que garantam aos estudantes, professores, funcionários e familiares que a escola pode ser um ambiente seguro contra a covid-19.

Vários pontos do planeta indica que as coisas podem ir bem ou muito mal. Em geral, como um reflexo, ligeiramente diminuído, da situação geral da crise sanitária em cada país. Veja como está sendo a volta às aulas, os principais protocolos de saúde, os erros e acertos em um giro por nove países.

Na entrada da escola primária da Universidade Tsinghua, em Pequim, cartazes roxos e amarelos com estas mensagens recebiam na segunda-feira passada os alunos do segundo ao quarto ano do primário, os últimos entre os 2.200 estudantes do local que permaneciam afastados. Vários professores mediam a temperatura das crianças que chegavam; um grupo de pais voluntários distribuía máscaras a quem as tinha esquecido.

280 milhões de estudantes em todo o país. No próspero bairro de Shunyi, no subúrbio da cidade, a estudante Wenxuan, uma adolescente de 13 anos que usa franja e rabo de cavalo, descia do ônibus escolar, nesta segunda-feira, verificando se estava levando tudo o que o colégio exigiu para o primeiro dia de aula: uma lista de sua temperatura nos últimos 14 dias, um formulário à parte com a temperatura do dia e duas máscaras, uma posta e a outra de reserva.

China está há 23 dias seguidos sem registrar oficialmente nenhuma só nova infecção local, e apenas um punhado diários de casos procedentes do exterior. A volta às aulas é um sinal a mais, destacado com entusiasmo na mídia oficial, de que o país onde foram detectados os primeiros casos de covid-19 deu o vírus como definitivamente derrotado.

Próxima segunda-feira. Mesmo assim, muitos dos diretores de escolas do país manifestaram ao Governo suas dúvidas com o que consideram um retorno precipitado. O ministro da Saúde, entretanto, disse a este jornal que “as escolas abrirão, haja o que houver”. Algumas regiões, entretanto, já adiaram sua abertura, apesar de o Estado ter investido 2,9 bilhões de euros (18 bilhões de reais) para contratar 97.000 professores e comprar 2,4 milhões de novas carteiras para os 8.000 colégios públicos.

A rede escolar italiana estará conectada ao Departamento de Prevenção de Saúde, que decidirá caso a caso como enfrentar a possível transmissão do vírus. Quando um positivo for detectado, “serão tomadas muitas medidas” antes do fechamento total da escola, segundo fontes oficiais.

As máscaras deverão ser utilizadas também para qualquer deslocamento dentro da escola como ir ao banheiro e na hora da entrada e saída. O mesmo acontecerá no transporte escolar, com a ordem de que os ônibus circulem de janelas abertas mesmo no inverno.A capacidade dos ônibus será reduzida a 80%, e os estudantes entrarão de maneira ordenada: um novo passageiro só poderá subir quando todos os demais estiverem sentados.

Vários alunos de um colégio estão contagiados, e só em casos extremos serão fechadas instituições inteiras. O que ainda não se sabe é o que vai acontecer com os professores que pedirem licença médica por pertencer a um grupo de risco, já que, segundo a legislação vigente, deixariam de receber seu salário depois do primeiro mês de ausência. O Governo não quer teletrabalho.

Exceção da Escócia, que decretou a volta às aulas já em meados de agosto. O Governo de Boris Johnson, que tinha assumido como objetivo prioritário a recuperação da normalidade nas salas de aula, cantou vitória ao anunciar uma presença de 90% de alunos em todo o país.

Contágio, e várias escolas precisaram fechar. As autoridades sanitárias britânicas consideram que há um foco quando dois casos positivos são detectados no mesmo local num intervalo de 14 dias.



FONTE: Brasil Elpais

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