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Antony conta os segredos do rápido sucesso

 


E também de melhor do mês no Holandês, como aconteceu em dezembro. Em 19 jogos, o atacante, de 20 anos, marcou nove gols. São três a mais que os seis anotados nos 52 pelo São Paulo. O sucesso veio rápido na Europa. E ele diz que não sentiu tanto o peso da mudança.

Atacante do Ajax contou mais. Antony ganhou sete quilos de massa muscular, fruto do trabalho que fez durante a paralisação do futebol no início da pandemia.

Mas o jovem faz questão de citar outra ajuda na chegada à Europa: os meses de convivência com o técnico Fernando Diniz no São Paulo.

Acabei acostumando quando cheguei. Ele arranca o melhor de você (...). Quando ele chegou (no São Paulo), falei que tinha total liberdade para me cobrar, porque sei que ele quer meu melhor. Me ajudou bastante aqui na Europa.

Outros fatores também. Antony repete muito que está feliz. Reitera que adora o país e se sente muito acolhido no Ajax. Reforça que soube ouvir os companheiros e o técnico Erik ten Hag para sua evolução tática. E conta com um grande amigo: David Neres.

Eu não sei o que passou na minha cabeça que ali eu não consegui desenhar o Cristo Redentor e a bandeira do Brasil. Eu vejo e até hoje dou risada.

Vi a cebola e me deu até agonia. Eu sou muito difícil para comer. Sou muito “frescurento”, e quando vi o peixe com a cebola. E o Neres sabe que não gosto de cebola. É resenha até hoje.

Não estar no meu país, não falar a língua, estar em uma cultura diferente. Ele me ajudou muito nisso. Foi a primeira pessoa a vir. O preparador físico do Ajax (Alessandro Schoenmaker) também, que é brasileiro. O Neres foi no hotel, tomamos um suco, ele jantou comigo. É um grande parceiro que tenho.



FONTE: GLOBO ESPORTE

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