Após marketing com início da vacinação

 


A partir de segunda-feira, 25 de janeiro, todo o Estado deverá fechar os serviços não essenciais durante todas as horas do final de semana e feriado, e todos os dias da semana entre 20h e 6h da manhã seguinte. A partir desse horário, dez regiões do Estado (78% da população), entre elas a Grande São Paulo, passarão para a fase laranja, a segunda mais restritiva do Plano São Paulo —política adotada no início da pandemia de coronavírus que determina o nível de restrições. Outras 7 regiões (22% da população) deverão permanecer na fase vermelha, a mais restritiva, durante todo o dia. Além disso, a volta às aulas da rede estadual de ensino foi adiada novamente, do dia 1 de fevereiro para o dia 8. As escolas privadas podem manter seus calendários, com no máximo de 35% de ocupação das salas de aula, mas sem a obrigatoriedade da presença física dos alunos nas regiões em fase laranja e vermelha.

Expansão da covid-19 no Estado, que atingiu a marca dos 51.192 mortos nesta sexta —sendo uma morte a cada seis minutos. Mas chegam com atraso. O governador demorou a acatar as sugestões dos epidemiologistas que assessoram seu Governo, mesmo com a doença em ascensão nos municípios paulistas há semanas. Doria, que tem se colocado ao lado da ciência em oposição à postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro, preferiu manter até o momento boa parte do território praticamente aberto, sem medidas rígidas de distanciamento social e cedendo à vontade dos setores econômicos.

Defendeu que todas as decisões foram tomadas no momento adequado, negando que a gestão paulista tenha sido pressionada por setores econômicos. Citando Manaus como exemplo de cidade onde a vontade do setor econômico prevaleceu, Doria afirmou: “São Paulo não vai ceder, São Paulo vai proteger. A razão está na ciência, na medicina, na saúde, daqueles que vivenciam isso”.

EL PAÍS o médico infectologista Marcos Boulos, que faz parte do comitê de 20 especialistas que assessoram o Governo estadual nas medidas contra a doença. As declarações do próprio secretário da Saúde Jean Gorinchteyn na última segunda-feira não deixavam dúvidas, ao dizer que o Estado havia atravessado sua ”pior semana epidemiológica da história da pandemia”. São Paulo havia iniciado a semana registrando uma alta de 60% de mortes com relação a duas semanas atrás, resultado das festas de fim de ano.

Doria é o mais rico do país e vem investindo desde o início da pandemia na abertura de leitos para evitar a sobrecarga de seu sistema de saúde. Nesta sexta-feira não foi diferente: o governador anunciou a abertura de 756 novos leitos, 450 de enfermaria 306 de UTI, e a reabertura do hospital de campanha de Heliópolis. Traz preocupação o índice de ocupação das UTIs, que chegou a 71,1% no Estado e a 71,6% na Grande São Paulo.

Manaus por causa da falta de oxigênio nos hospitais, a Folha de S. Paulo noticiou que a falta do insumo essencial também matou ao menos dois pacientes em dezembro em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

Decretou o endurecimento do confinamento da população mesmo após um mês vacinando. O Estado de São Paulo deu a largada para a imunização dos brasileiros no último domingo, com Doria fazendo a primeira foto dessa campanha, gerando uma onda de euforia que tomou conta do país e despertando a fúria do Governo federal. A politização da vacina acabou tirando os holofotes da piora dos números do Estado e da necessidade de medidas mais restritivas, como vêm alertado os especialistas do Centro de Contingência do Coronavírus, que assessora a gestão estadual.

Entre elas a Grande São Paulo, na fase amarela do Plano São Paulo. A fase amarela é a terceira mais restritiva e autoriza o funcionamento de atividades não essenciais por até 12 horas diárias. Outras 10 regiões (31% da população) estavam na fase laranja, a segunda de maior restrição. Nela, atividades como restaurantes e cinemas podem funcionar por até oito horas por dia. Somente uma região, a de Marília, estava na fase vermelha —na qual somente os serviços essenciais, como mercados e farmácias, estão autorizados a funcionar.

Quando o Estado já registrava uma quantidade de casos e mortes em ascensão. Naquela sexta-feira, São Paulo havia registrado 261 mortes em 24 horas, totalizando 48.029 desde o início da pandemia, além de 13.794 novos casos. Ainda assim, o Governo Doria alterou a fase laranja e passou a liberar o funcionamento de academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros e parques estaduais. Essas e outras atividades passaram a poder funcionar por até oito horas diárias, e não mais por apenas quatro, com a capacidade de público subindo de 20% para 40%. O encerramento do atendimento presencial passou a ser às 20h.

40% de ocupação para atividades não essenciais, com expediente de até dez horas diárias para restaurantes e 12 horas para as demais. O atendimento presencial deve ser encerrado às 22h em todos os setores, com exceção dos bares, que devem fechar ao público às 20h. A intenção ao alongar os horários de funcionamento era a de “evitar aglomerações” e “reduzir o fluxo de pessoas em horários específicos”, afirmou na ocasião a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen. A taxa de isolamento da população se mantém em 40% tanto na capital como no resto do território estadual, segundo o Governo. Em maio do ano passado o Estado de São Paulo chegou a registrar 55% de taxa de isolamento, sendo 57% na capital. Os índices foram considerados satisfatórios, mas ainda longe do ideal de 70% que o comitê de especialistas recomendava.

Partir das 20h. Essa restrição máxima deverá valer até às 6h da manhã seguinte. A partir desse horário, dez regiões do Estado (78% da população), entre elas a Grande São Paulo, passarão para a fase laranja, enquanto outras 7 regiões (22% da população) deverão permanecer na fase vermelha durante todo o dia.



FONTE: Brasil Elpais

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