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Fiocruz busca autorização para uso de vacina 2021

 


As primeiras injeções ainda vão demorar semanas porque nenhum imunizante foi autorizado até agora e até mesmo as milhões de seringas e agulhas necessárias para inocular a população estão em falta. É mais um exemplo da gestão caótica da pandemia e dos efeitos de ter um presidente, Jair Bolsonaro, que sabota metodicamente os esforços de outras autoridades políticas e de saúde para conter o vírus. A imunização esbarra também no veto da Índia à exportação de vacinas produzidas em seu território, como a AstraZeneca/Oxford, que está sendo testada no Brasil pela Fiocruz. Nesta segunda-feira, porém, autoridades da Fiocruz se reuniram com representantes Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tratar do uso emergencial do imunizante e informaram que a expectativa é de que o pedido seja realizado ainda esta semana.

A finalização das tratativas e o recebimento das informações necessárias para formalizar o pedido à Anvisa de autorização para seu uso emergencial”. Entre os documentos que devem ser apresentados à Anvisa estão “estudos de comparabilidade entre a vacina do estudo clínico, que é fabricada no Reino Unido, com a vacina produzida na Índia, bem como os dados de qualidade e condições de boas práticas de fabricação e controle”. No dia 31 de dezembro, a Anvisa autorizou a importação de 2 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca/Oxford, mas o Ministério da Saúde teme que o veto à exportação da Índia atrapalhe o processo.

Decretou um novo confinamento rígido para evitar o colapso dos hospitais. Não há sinais de que o Governo Federal, Estados e municípios adotem medidas desse tipo, apesar do aumento do número de casos e mortes desde o início de novembro. Ainda nesta segunda, o Brasil registrou 543 novos óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 196.561 mortes desde o início da pandemia, segundo o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. A pasta também registrou 20.006 novos contágios, totalizando 7.753.752 infecções. Os ainda refletem a subnotificação dos dias de feriado de Ano Novo e o fim de semana, quando os laboratórios de diagnóstico fizeram menos análises.

3% da população mundial, e o desemprego bate recordes, com 14,6%. São 14 milhões de pessoas sem trabalho, uma catástrofe social mitigada por um auxílio emergencial de 600 reais que chegou ao fim para milhões de brasileiros. Além disso, a variante britânica do vírus já chegou ao país, embora desde quarta-feira o Brasil exija de todo viajante um teste de PCR negativo. O Governo do Estado de São Paulo confirmou nesta segunda que ao menos duas pessoas já foram infectadas com a nova cepa do vírus, que é 56% mais contagiosa.

Bolsonaro insiste que não pretende vacinar-se enquanto semeia dúvidas sobre a eficácia da vacinação, encorajando os mais céticos e temerosos neste país infestado de notícias falsas e com milhões de pessoas com baixa escolaridade.

Um ano dos primeiros contágios na China, é um problema real. O Governo Federal fez uma licitação no dia 30 para comprar 331 milhões de seringas para aplicar as vacinas, mas só conseguiu oito milhões porque o preço oferecido é bem inferior ao dos fabricantes. O Brasil tem 210 milhões de habitantes e as vacinas exigem pelo menos duas doses.

É um dos países que mais oferecem vacinas gratuitas. São 15 no caso das crianças e chegam às cidades mais remotas por via terrestre, fluvial e aérea. Um esforço de décadas que conseguiu eliminar a poliomielite, a rubéola e reduzir significativamente outras doenças vacináveis. De todo modo, o movimento antivacinas está avançando.

Exemplo, como sempre, nas campanhas de vacinação, fica para trás, com poucas perspectivas reais para o início do ano. Temos duas vacinas candidatas fortes para atender à demanda em 2021, mas, infelizmente, ambas têm obstáculos”. São as da AstraZeneca/Oxford, patrocinada pelo Governo Bolsonaro, e a chinesa Sinovac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan a principal aposta do governador de São Paulo, João Doria, para se candidatar à presidência.

Sepulturas por causa do aumento de casos de contágio e vítimas, o que definitivamente enterraria a hipótese, sugerida em um estudo acadêmico, de que foi a primeira do mundo a alcançar a imunidade de rebanho. Números oficiais, prejudicados pela subnotificação decorrente da escassez de testes, indicam que o vírus matou proporcionalmente menos aqui do que em outros 16 países, incluindo Espanha, Peru e Estados Unidos. Do 1,8 milhão de mortes por coronavírus em todo o planeta, mais de 195.000 eram brasileiros.




FONTE: Brasil Elpais

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