Com 20% da população vacinada contra a covid-19

 


Somos a nação das vacinas. Temos doses para todos”, enfatizou o primeiro-ministro israelense. Enquanto quase todo mundo se impacienta com a falta de ampolas contra a covid-19, Israel procura com afã pessoas para imunizar. Depois de ter chegado a inocular até 240.000 pessoas (ou 2,6% da população) no dia 12 janeiro, o total diário de injeções caiu nesta segunda-feira a 119.000, dos quais menos de metade estava recebendo a primeira dose.

Entre 20 e 40 anos, com taxas ainda inferiores a 40%, se mostram relutantes a comparecer aos postos de saúde. Na faixa etária superior a 60, o índice de imunização das duas principais minorias, a árabe (2 em cada 10 israelenses) e a ultraortodoxa (1 em cada 10), afasta-se perigosamente, 40% e 33%, respectivamente, da média do país.

Advertiu Netanyahu, citado pela Reuters. “Há um dado chamativo: mais de 97% dos 1.536 mortos pela pandemia em Israel no último mês não estavam vacinados”. A campanha de imunização começou em 19 de dezembro e se manteve em torno das 200.000 doses diárias até o final de janeiro.

16 anos registrados no sistema público de saúde, administrado por planos de saúde sem fins lucrativos. Diplomatas, jornalistas internacionais e outros moradores estrangeiros sem seguro médico local foram incluídos na campanha. O Governo israelense também enviou à Cisjordânia 5.000 doses do laboratório Moderna para começar a inocular o pessoal médico da Palestina, cujo Governo recebeu outras 10.000 doses da vacina russa Sputnik V.

Coronavírus continua se desacelerando quando o Estado judeu acaba de alcançar um recorde sem comparação global. A primeira dose foi administrada a mais de um terço (38%) dos 9,2 milhões de habitantes, e a segunda e definitiva foi injetada em uma quinta parte (21%) da população.

Solicitantes de asilo e imigrantes indocumentados excluídos dos planos de saúde. Em coordenação com um centro hospitalar da cidade costeira, os ilegais recebem a vacina gratuitamente e sem terem que informar sobre sua situação às autoridades imigratórias. No degradado sul de Tel Aviv se concentra uma grande parte dos quase 50.000 refugiados em Israel, procedentes do Sudão e Eritreia, assim como a maioria dos 80.000 trabalhadores indocumentados, entre os quais abundam filipinos e cidadãos de países da antiga União Soviética.

Também os estrangeiros com residência irregular. “O coronavírus não distingue entre um morador e um migrante, entre um cidadão e um refugiado, e o correto é incluir na campanha todos os que vivem em Israel”, reclamou a organização humanitária. Finalmente coube à prefeitura de Tel Aviv (governada por uma coalizão de centro-esquerda) assumir a inoculação dos imigrantes indocumentados, diante do silêncio do Governo.

Elas esperavam ter imunizado metade da população em março, coincidindo com as eleições legislativas, as quartas em dois anos. Agora veem como se aproximam inexoravelmente sucessivas festividades religiosas de grande afluência na Terra Santa. A Páscoa judaica e a Semana Santa católica, que coincidem este ano entre 28 de março e 3 de abril, seguidas de perto pelo mês do Ramadã islâmico e a Semana Santa ortodoxa.

Alertá-los para o risco que representa a baixa taxa de imunização entre os mais de 300.000 palestinos da Cidade Santa. “Se não forem vacinados não poderão ter acesso às mesquitas”, advertiu-lhes, conforme informa The Times of Israel. O conservador prefeito Lion não mencionou os quase 300.000 judeus ultraortodoxos que vivem em Jerusalém, cujos partidos sustentam o Governo municipal, também resistentes às inoculações.

Grande escala nos colégios e faculdades. O objetivo central é fazer chegar informação com base científica sob o lema de que as mensagens das redes sociais, onde os negacionistas campeiam, nem sempre são confiáveis. O Facebook bloqueou páginas de desinformação em Israel por difundir boatos. A polícia seguiu a pista nas redes de grupos de boicotadores que marcavam hora para se vacinarem e não apareciam, levando sua dose a se estragar.

Amplificada em vídeos publicados no Facebook, equivale à verdade revelada. Alguns, como Yuval Hacohen Asherov, acupunturista que pratica a medicina alternativa cabalística, sustenta que a covid-19 é uma simples gripe, e que a campanha de vacinação transforma os israelenses em cobaias de um experimento de engenharia genética que causa esterilidade.



FONTE: Brasil Elpais

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