Dependente do Centrão Bolsonaro vê aumentar

 


Aliados de centro-direita que passou a agir nos bastidores para tentar mudar os rumos do Governo no combate à pandemia de covid-19 e ampliar sua participação em cargos. Depois de o presidente da Câmara e líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), ter dado um ultimato ao presidente com a ameaça de aplicar “remédios políticos amargos”, uma referência indireta que não descarta a análise de um pedido de impeachment, iniciou-se uma romaria para tentar agradá-lo. Foi uma espécie de cortejo.

Araújo se reuniu com o presidente da Câmara na residência do deputado para tentar obter apoio para a sua manutenção no posto máximo do Itamaraty. Não obteve nenhuma sinalização positiva. No dia anterior, Araújo ouviu ao menos seis senadores pedirem sua demissão durante uma audiência em que ele tentava explicar a atrapalhada ação do Brasil na aquisição de vacinas e insumos para o imunizante contra o coronavírus.

Rodrigo Pacheco (DEM-MG). “Considero que nós tivemos muitos erros no enfrentamento dessa pandemia. Um deles foi o não estabelecimento de uma relação diplomática, de produtividade, com diversos países, que poderiam ser colaboradores nesse momento agudo de crise que nós temos no Brasil. Então, ainda está em tempo de mudar para poder salvar vidas”, disse.

Mandatário do que pelo teor das conversas. Após o encontro, o presidente acompanhou Lira até o seu carro, passando por jornalistas apenas para dizer que entre eles não havia rusgas. “Eu conversei com o Lira, não tem problema nenhum entre nós, zero problema. Conversamos sobre muitas coisas. O que nós queremos juntos é buscar maneira de contratarmos mais vacinas”, amenizou Bolsonaro.

Ministros mais conectados com as bandeiras de extrema direita e com a base radicalizada do bolsonarismo. Além de Araújo outro alvo de congressistas é Filipe Martins, o assessor internacional da Presidência da República que foi flagrado fazendo gesto neonazista durante uma audiência no Senado Federal na quarta-feira. O sinal era o similar ao OK feito com uma das mãos, ato que ficou marcado pelos que se autodenominam supremacistas brancos. Pelas redes sociais, Martins negou o ato e alegou que estava ajustando a lapela de seu paletó.

Vendo as imagens, nós identificamos um gesto completamente inapropriado para o ambiente do Senado Federal. Nós queremos repudiar todo e qualquer ato que envolva racismo ou discriminação de qualquer natureza”, disse o senador Pacheco. Martins e Araújo estão nos cargos com o apoio do escritor Olavo de Carvalho, o guru do bolsonarismo.

Fez na quarta-feira para um grupo restrito de assessores do Ministério da Saúde. Ele saiu atirando. Em um vídeo obtido pela revista Veja, Pazuello desabafa com esses auxiliares ao lado do novo ministro, Marcelo Queiroga. Na ocasião, ele diz que foi boicotado por médicos da pasta e que havia políticos que lhe pediam “dinheiro politicamente”, que ele apelidou de “pixulé”.


FONTE: Brasil Elpais

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