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Espanha vive terremoto político com queda do Governo

 


Grandes blocos políticos espanhóis foi totalmente rompido por um movimento inicialmente local, derivado das tensões por vários escândalos durante o processo de vacinação e por pressões do Vox, partido de extrema direita. Mas a jogada teve rápidas consequências nacionais. Em poucas horas, uma moção do esquerdista PSOE e do conservador Cidadãos (Cs) para retirar o Partido Popular (PP, de centro-direita) do poder na região do sudeste espanhol provocou, em plena pandemia, a queda do Governo de Madri, um dos grandes polos econômicos europeus, e ameaça desestabilizar outras regiões.

Eleições mudarão completamente o tabuleiro do jogo, especialmente na direita espanhola a Assembleia de Madri aceitou a dissolução e interrompeu os trabalhos, mas recorreu da antecipação eleitoral. Ayuso, que é do PP e tem como vice Ignacio Aguado, do Cidadãos, dissolveu o seu Governo e convocou as eleições antecipadas. Claramente nenhum dos protagonistas da decisão-chave, a de Múrcia, que foi forjada há três semanas e era conhecida pela cúpula do PSOE partido do primeiro-ministro Pedro Sánchez e do Cidadãos, contava com estas consequências.

Ayuso se joga mais uma vez na piscina contra tudo e contra todos, porque seus colegas que governam com o Cidadãos em várias comunidades autônomas, e inclusive o próprio prefeito de Madri, não querem ouvir falar em romper seus Governos em plena pandemia. Tanto em Castela e Leão quanto na Andaluzia se apressaram em negar que tenham intenções de seguir o caminho de Madri e adiantar as eleições, e o fizeram inclusive com entrevistas coletivas conjuntas do PP e do Cidadãos para mostrar que os pactos seguem adiante. Ayuso, como sempre, não se submete às normas estabelecidas. E embora o vice Ignacio Aguado insista que não tinha intenção alguma de seguir a via murciana, a presidenta do PP madrilenho decidiu se adiantar e fazer algo que se ventilava como possibilidade havia meses: adiantar as eleições para acabar de devorar o Cidadãos e governar apenas com o Vox.

PP, havia traçado nos últimos meses de distanciamento da sigla ultradireitista que se tornará ainda mais necessária e muito provavelmente, segundo as pesquisas, melhorará sua posição na Comunidade de Madri, o que abre caminho para pensar inclusive em um Governo conjunto com Ayuso. Ela já iniciou a campanha com uma mensagem clara dirigida à direita: “Os madrilenhos escolherão entre a liberdade e o socialismo”. Se havia dúvidas de que Ayuso caminha por conta própria, a mensagem um pouco mais tarde de Juan Manuel Moreno, presidente andaluz do PP, foi antagônica: “A Andaluzia vive a pior crise de sua história e o que precisa agora é de gestão. Este é um Governo sério. Os cidadãos nos pedem responsabilidade e que a legislatura dure quatro anos”, disse para garantir que não fará como sua companheira madrilenha.

Capaz de apresentar uma moção de censura para destituir a presidenta, mas nesta quarta se apressou a apresentar não uma, mas duas uma do PSOE e outra do Mais Madri,em uma tentativa desesperada de impedir as eleições antecipadas. A Mesa da Assembleia, nas mãos do Cidadãos, aceitou tramitar as moções, o que deteria a antecipação eleitoral, mas a questão acabará sem dúvida nos tribunais, e Ayuso dirá que ela decidiu dissolver antes de as iniciativas contra ela terem sido serem apresentadas.



FONTRE: Brasil Elpais

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